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Crítica: “Missão Refúgio”

“Sempre equilibre suas emoções. Mantenha o foco.”

Com uma sólida carreira de quase 30 anos, é possível dizer que Jason Statham se tornou um dos maiores pilares dos filmes de ação desde o final dos anos 1990. Tal afirmação se porque a grande maioria de seus trabalhos tem como base cenas embaladas por boas sequências de luta (coreografadas, obviamente, mas que, ainda assim, convencem o público).

“Missão Refúgio” (Shelter) segue essa cartilha, mas apenas em partes. Sem ser algo necessariamente ruim, o longa tem um ritmo pouco usual quando se pensa na filmografia do ator britânico, causando certo estranhamento  em quem já assistiu a algum trabalho prévio seu.

Passada nas Hébridas Exteriores (também conhecidas como Ilhas Ocidentais), localizadas na Escócia, a história nos apresenta Michael Mason (Jason Statham), misterioso e solitário homem que vive, junto a seu fiel amigo canino, Jack, em um farol desativado.

O breve contato com o mundo exterior se dá, semanalmente, quando recebe uma carga de suprimentos levada através de uma embarcação simples, por um homem (interpretado por Michael Shaeffer e cuja importância no passado do protagonista será revelada ao longo dos 107 de duração da obra) junto à sobrinha, Jessie (Bodhi Era Breathnach).

A rotina segura, porém entediante do local é quebrada quando um acidente durante uma tempestade obriga a garota a ficar sob seus cuidados. Mas, como ajudar de alguém que precisa de atendimento médico, sem colocar sua localização em risco?

Ao optar pelo bem-estar da jovem, ele se verá diante de perigos que nunca imaginou ter que enfrentar novamente. Inimigos antigos reaparecem e uma decisão tomada há muito tempo – que resultou em seu exílio voluntário – será questionada por figuras poderosas como Manafort (Bill Nighy).

Escrita por Ward Parry, a narrativa de “Missão Refúgio” é daquelas que, quanto menos se souber, melhor. A progressão das descobertas sobre Mason, o que o levou a passar tantos anos escondido, qual o seu envolvimento em atividades que poderia colocar sua vida – e agora a de sua protegida, Jessie – em risco real. Tudo é explicado de maneira aceitável.

Mas, é claro que as melhores partes são as que exigem de Jason Statham, o que ele faz de melhor. As lutas contra seus inimigos – que incluem a aparição de um novo oponente letal, Workman (Bryan Vigier) – entregam o que os fãs do ator esperam quando veem seu nome nos créditos de alguma produção.

O ponto negativo fica para uma decisão criativa que deve desagradar os espectadores engajados na causa animal. O fato não acrescenta nada à trama e serve apenas como tentativa de chocar o público. Simplesmente desnecessário.

Exceção feita a essa sequência, “Missão refúgio” ainda é um título que vale a pena conferir.

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Diamond Films.

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