
Se hoje em dia, os jogos de tabuleiro ganharam status de itens colecionáveis e ainda são celebrados por gerações que vieram antes do avanço da tecnologia (e suas telas com informações e rolagens infinitas), houve um tempo no qual eram as estrelas máximas no quesito diversão – em família ou com amigos.
Quando pensamos nesse nicho específico, é plausível afirmar que um dos primeiros nomes que vem à cabeça daqueles que viveram essa época de ouro dos brinquedos analógicos é o Monopoly (que, por muito tempo foi conhecido como “Banco Imobiliário” em terras brasileiras).

Lançado em 1935 pela Parker Brothers (e chegando ao nosso país em 1944), o jogo não apenas segue relevante entre os consumidores, como mostrou ser possível atualizar-se, sem perder sua essência, o que resulta em versões temáticas das mais diversas, sem que a versão original saia de cena.
Para os entusiastas das fictícias transações econômicas viáveis de se concretizar através do lançamento de dados e compra de cartas / propriedades enquanto traça o caminho do tabuleiro, a notícias é que agora todos podem se assumir o papel de investidores e “entrar no jogo” de forma literal.

Tudo graças à “Monopoly Experience: Tesouros do Brasil”, evento imersivo que abre as portas ao público a partir de hoje, no Shopping Cidade São Paulo, em temporada prevista para acontecer até novembro (com possibilidade de ampliação).
Através de ambientes criados a partir de notáveis características das cinco regiões brasileiras, somos convidados a fazer uma viagem pelo país e saber um pouco mais sobre tantas riquezas naturais, culturais e materiais que podem ser encontradas por aqui.

Com base no que vemos em cada sala, devemos criar estratégias, a fim de fazer (ou não) nossos investimentos. Para isso, todos os visitantes recebem um smart card (cartão de identificação por radiofrequência), uma versão atual das cédulas coloridas que representavam o dinheiro usado para efetuar as operações durante as partidas com tabuleiros físicos.
É na cobertura um certo milionário simpático, com bigode branco, terno impecável, cartola e bengala característicos – além, é claro de uma sofisticada gravata cravejada de brilhantes (muito chique) – que toda ação acontece, quando entramos em seu cofre (após uma primeira tarefa que arranca risadas – de excitação e nervoso, é verdade) e passamos a percorrer os ambientes temáticos.

Entre investimentos de sucesso e flertes com a falência (tal qual nos anos de 1980, quando ganhei meu “Banco Imobiliário” – que ainda tenho quase intacto), fiz o trajeto em cerca de 60 minutos – tempo médio previsto para concluir o percurso, mas que pode estender-se um pouco mais, conforme o ritmo individual dos participantes.
Para fechar com chave de ouro, afinal, sou uma boa investidora, tive a oportunidade de conhecer o Sr. Monopoly pessoalmente e aproveitar a inédita sensação da verdadeira riqueza ao ficar frente a um trono feito de barras de ouro (cenográficas, é óbvio, mas muito reais em minha imaginação).

O melhor é que todas as salas têm algum tipo de ativação – creio ter sido o evento mais imersivo que fui nos últimos tempos. O conteúdo, em seus mínimos detalhes, foi totalmente planejado para atender a todos os públicos, o que resulta em uma experiência ideal para a família (das gerações que já conhecem o jogo, às que ainda vão se encantar com ele).
E, sem falar muita coisa, visando manter a máxima diversão da visita, dá para afirmar que a carta mais temida do jogo original é responsável por um dos momentos mais divertidos e memoráveis do passeio. Quem se lembra da importância de dois números iguais nos dados já sabe do que se trata.

Destaque para o ótimo trabalho dos monitores presentes no local que, não só contam fatos sobre as regiões específicas, como explicam com gentileza como realizar as tarefas propostas e auxiliam a fazer os registros fotográficos, se necessário.
Também vale ressaltar a loja com produtos temáticos / exclusivos e a linda exposição de tabuleiros de várias épocas que mostra a evolução durante os anos, com a inserção de personagens que se tornaram icônicos e a junção do tradicional ao moderno, que culmina em produtos como “Monopoly Harry Potter” e “Monoply Pokémon”.

Com classificação livre, a atração é acessível e a circulação é simples, já que os interiores são amplos e um limite definido de pessoas pode entrar por vez (a cada 15 minutos, novos grupos são liberados). Todos os conteúdos são oferecidos em libras, com audiodescrição e há uma sala de regulação sensorial disponível.
Para mais informações sobre a “Monopoly Experience: Tesouros do Brasil”, acesse: https://monopolyexperience.com.br/.

Créditos das fotos: Angela Debellis / Clóvis Furlanetto.
por Angela Debellis


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