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Crítica: “Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares”

Detetive Conan é um dos mangás mais longevos do Japão, sendo publicado de 1994 até hoje. Diferente de outros famosos como Jojo Bizarre Adventure e Dragon Ball, Conan não é focado em combate, mas, como o nome diz, em mistérios detetivescos.

Conan é o nome falso adotado por um detetive adolescente após ser acidentalmente transformado em criança. Filho de um renomado escritor de suspense e fã das histórias de Sherlock Holmes, o protagonista assume o nome homenageando o criador do personagem inglês, o escritor Arthur Conan Doyle.

Como principal aliado possui Heiji, outro detetive adolescente. Porém, há também o rival Kid, um ladrão que transforma seus crimes em verdadeiros espetáculos, enquanto desafia os detetives e a polícia. Um adversário claramente inspirado na série de livros francesa “Lupin, O Ladrão de Casaca”.

Em “Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares” (Meitantei Conan: Hyaku Man Doru no Michishirube) acompanhamos o mistério envolvendo os roubos de uma série de katanas (espadas japonesas), onde estariam escondidas as pistas para um tesouro lendário da época da Segunda Guerra Mundial. Mais do que um vilão, temos a corrida da polícia contra vários grupos criminosos para achar as pistas, desvendar os enigmas e localizar o tesouro.

As cenas de perseguição alternando com momentos de resolução de mistérios são o núcleo da história, mas tudo temperado com as sequências de comédia romântica de Heiji, que não atrapalham o ritmo, e sim dão um sabor extra para a narrativa. Eu me senti vendo o clássico de Nicolas Cage, “A Lenda do Tesouro Perdido”, mas passado no Japão e com várias camadas adicionais de complexidade.

Ao longo da animação vamos descobrindo junto com Conan quem é confiável ou não, as motivações de cada um que busca o tesouro, o quão forte ou frágil é cada aliança. Além dos enigmas serem bem coerentes e visualmente marcantes, ficando claro porque ao longo de quase um século, só agora as chaves estão em vias de serem descobertas.

Não há correria nas cenas de perseguição de “Detetive Conan: O Pentagrama de Milhões de Dólares”, e através delas, vemos as paisagens da cidade Hakodate. Inclusive, filmagens reais dos mesmos locais são mostradas durante os créditos finais – fique até o término dos mesmos, pois há uma boa piadinha para concluir a trama.

Por outro lado, temos disputas de inteligência, tiroteios e ótimas lutas com espadas durante esses momentos. Tudo isso nos trazendo uma reflexão importante de como o controle da informação, seja seu fluxo ou seu entendimento, pode ser tão forte quanto uma arma de destruição em massa.

Como alguém que só tinha ouvido falar do personagem, nunca lido ou assistido nada antes, posso falar tranquilo que dá pra assistir ao filme sem ter visto nada antes. Só lembrando que a quantidade grande de figuras e informações pode confundir espectadores mais desatentos, então, não é o tipo de obra para ser assistida enquanto conversa com alguém ou mexe no celular (coisa que você, como pessoa educada, não deve fazer nunca no cinema).

Uma excelente opção para fãs de animes e histórias de investigação.

por Luiz Cecanecchia – especial para A Toupeira

*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pela Sato Company.

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