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Crítica: “Five Nights at Freddy’s 2”

Eu não odeio você, mas preciso que fique fora do meu caminho.”

Adaptar um conteúdo de sucesso para outra plataforma que não aquela para a qual ele foi concebido pode ser desafiador. Ainda mais quando conta com uma base de fãs exigentes e que espera o máximo de fidelidade à obra original.

Em 2023, o primeiro longa baseado na franquia de jogos “Five Nights at Freddy’s” ganhou as telonas e surpreendeu ao tornar-se um sucesso de bilheteria. O que, obviamente, foi o bastante para gerar a continuação que acaba de chegar aos cinemas, com a promessa de aproximar-se do que seria o resultado ideal para gamers e cinéfilos.

A trama de “Five Nights at Freeddy’s 2” acontece um ano após os acontecimentos de seu antecessor e traz de volta o trio de protagonistas “humanos”: Michael “Mike” Schmidt (Josh Hutcherson) e Vanessa Shelly (Elizabeth Lail) tentando encontrar uma maneira de se assumir como casal, enquanto lutam contra seus traumas pessoais que insistem em assombrá-los; e Abby (Piper Rubio), que, apesar de estar socializando mais na escola, sente falta de seus “amigos animatrônicos”.

Sob a direção de Emma Tammi, dessa vez, o maior perigo atende pelo nome de Marionette, personagem introduzida através de uma sequência passada em 1982, na Freddy Fazbear’s Pizza original, quando uma garotinha chamada Charlotte (Audrey Lynn Marie) é assassinada – e cuja morte é tratada como acidental, pela polícia e pela imprensa.

A figura tem boa presença na tela, mas as grandes atrações são mesmo os quatro animatrônicos Freddy, Chica, Bonnie e Foxy, que não só retornam na forma como vistos antes, como ganham novas versões – Toy e Whitered – essenciais para o andamento da narrativa.

E como só produções de terror são capazes de sustentar tal ideia, o crime – responsável pelo fechamento definitivo da pizzaria matriz – e os desaparecimentos posteriores de outras crianças servem como combustível para a realização de um festival temático que celebra as mascotes do estabelecimento: o FazFest.

Entre os muitos jumps scares – alguns efetivos, outros, nem tanto – há momentos de destaque, como o que ocorre na área que comporta a travessia de uma embarcação de brinquedo. Além disso, o visível aumento da ação contribui para gerar um ritmo que se mantém, embora essa seja o capítulo “do meio”, de uma planejada trilogia – o que significa que quase a totalidade de suas propostas fica em aberto.

Os efeitos práticos – maiores trunfos do filme anterior – permanecem indispensáveis para se contar a história. Com a inserção de versões diferentes de Freddy e seus companheiros, notar as diferenças entre elas faz com que se tornem bem mais interessantes – mesmo àqueles que desconhecem suas particularidades.

Sigo sem ter quase nenhuma noção acerca do jogo criado por Scott Cawthon (que volta a exercer o papel de roteirista), mas achei muito oportuna a maneira como certos elementos são utilizados em cena, sendo fácil reconhecê-los como artifícios que costumam ser populares em games. Assim como determinadas linhas de texto que, claramente, remetem a pontos debatidos com frequência por fãs.

Com um final abrupto e não resolvido, e partir de dois materiais exibidos durante os créditos finais, “Five Nights at Freddy’s 2” confirma a intenção de produzir uma terceira parte. A julgar pela animação dos espectadores (que já são jogadores prévios) e pela crescente disponibilização de novos materiais, isso já pode ser dado como certo.

To be continued…

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Universal Pictures.

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