Crítica: “Plano de Aposentadoria”

A imagem de Nicolas Cage nesta personagem não poderia ser melhor. Em seu novo filme “Plano de Aposentadoria” (The Retirement Plan), afasta qualquer possibilidade de sua aposentadoria na vida real.

Envolto em algum preconceito, ao chegar à sala de cinema, com medo da decepção, (pois o título e a sinopse afastam todas as possibilidades de achar que o filme é bom), segui com empenho.

O que sei pela sinopse, é que, por algum motivo, Matt (Nicolas Cage) se aposentou de um trabalho um tanto suspeito e foi morar nas Ilhas Cayman. Está há muito tempo sem ver sua filha Ashley (Ashley Greene) e nem conhece a neta Sarah (Thalia Campbell).

Ashley se mete numa enrascada, e se torna refém de uma organização criminosa. Mãe e filha, e mais um bando de criminosos, vão parar nas Ilhas Cayman, e sobra para o pai resolver essa bagunça, usando seus atributos adormecidos.

“Plano de Aposentadoria” inicia-se sério, com cara de longa policial, indicando que muita ação vem pela frente. Máfia, organizações criminosas, ex-bandidos, ex-mocinhos, agentes, tiros, explosões, tudo que um bom filme policial, de ação e de suspense podem ter.

Não demora muito para darmos os primeiros risos – sutis, por enquanto. Mas não é uma comédia, é uma obra de ação disfarçada de comédia (ou vice-versa). Os excessos nos elementos básicos dessa categoria de produção se tornam engraçados, tudo é muito, e assim é o Matt, um jeito muito bom de ver Nicolas Cage.

Uma comédia forçosa que poderia ser lamentável, mas que o diretor Tim Browx, por sabedoria, ou sorte, esbarrou, titubeou, e não caiu no ridículo, e isso é que torna o filme gostoso de assistir.

Em meio a tantos atores experientes, como Ashley Greene Khoury, Jackie Earle Haley, entre outros que compõem o elenco, está a pequena Thalia Campbell, tão competente quanto, e que traz graça e leveza à trama, mesmo com tantos elementos pesados, que independem de ser uma comédia. Contracenando com os veteranos Nicolas Cage e Ron Perlman, esbanja talento e segurança.

Carregado na ironia sutil, na gangorra com “pastelão”, poderíamos sugerir várias classificações contraditórias, humor britânico, non sense, burlesco, farsa, humor mórbido, entre tantos, mas talvez “Plano de Aposentadoria” seja uma mistura de tudo isso, onde não há necessidade de rotular, e ponto final.

O que importa é se cumpriu com o proposto. O público se divertiu e saiu mais leve que entrou? Deixa a filosofia para críticos baterem cabeça, e, se for ao cinema para se divertir, valerá muito a pena.

por Carlos Marroco – especial para A Toupeira

*Título assistido em Pré-Estreia promovida pela A2 Filmes.

Filed in: Cinema

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