Crítica: “Star Trek – Além da Escuridão”

Star Trek Além da EscuridãoQuando uma obra conquista milhares de fãs e por décadas a fio continua tema de inúmeros livros, debates, produtos, é apropriado chamá-la de clássica. E é justamente nesse tipo que se torna mais difícil fazer qualquer modificação ou atualização, sem que pareça uma verdadeira “heresia” aos olhos de quem aprecia a versão original.

Em 2009, J. J. Abrams abriu as portas para que Star Trek voltasse ao jogo, quando dirigiu o filme homônimo que deu um sopro de vida e trouxe de volta às telonas a icônica equipe comandada pelo Capitão James T. Kirk.

Agora em 2013, o diretor consegue se superar e nos apresenta algo ainda melhor. “Star Trek – Além da Escuridão” (“Star Trek – Into Darkness”) surge diante de nossos olhos com uma qualidade técnica que finalmente faz jus à grandeza da série na qual é baseado. Quando o 3D parece uma coisa corriqueira, que já nem tem o mesmo poder de atração de alguns anos, nos vemos em um mergulho profundo e convincente à Terra do futuro que nos provoca uma imensa vontade de sair do cinema e nos alistar na Frota Estelar.

Com o retorno de um elenco ainda mais à vontade em seus papeis e trejeitos cada vez mais semelhantes aos dos atores originais, a trama conta com um vilão poderoso e cruel. O misterioso John Harrison (magistralmente interpretado por Benedict Cumberbatch) consegue amedrontar sem exageros, apenas com sua presença e vozes singulares, cheias de personalidade.

A amizade e o companheirismo entre os tripulantes da Enterprise novamente dão o tom à produção, que consegue com facilidade, cumprir o que havia proposto: agradar os novos e veteranos fãs. Quem já conhece esse incrível mundo, vai se maravilhar com as referências à aclamada Série Clássica e aos anteriormente produzidos filmes. Aos que entram agora nessa aventura, cabe a competência de uma história bem amarrada, cheia de momentos marcantes e que consegue segurar a atenção dos espectadores até os momentos finais – e que, obviamente, deixa aquele gostinho agridoce de “quero mais”.

A trilha sonora é um show à parte. A decisão de se mesclar o tema criado para essa nova safra de filmes aos inesquecíveis acordes que permeavam a abertura dos episódios dos anos sessenta foi de uma genialidade ímpar. É o encontro das boas e velhas ideias com as excelentes e novas possibilidades geradas por uma tecnologia que leva a obra de Gene Roddenberry ao lugar aonde outrora nenhum homem jamais esteve, mas que agora os espectadores têm o privilégio de estar.

Imperdível.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

You might like:

Warner Bros. divulga trailer inédito de “Evidências do Amor”, comédia romântica com Sandy e Fabio Porchat Warner Bros. divulga trailer inédito de “Evidências do Amor”, comédia romântica com Sandy e Fabio Porchat
“Borderlands: O Destino do Universo Está em Jogo” ganha trailer e cartazes dos personagens “Borderlands: O Destino do Universo Está em Jogo” ganha trailer e cartazes dos personagens
Maior Encontro de Gatos da América Latina acontece em São Paulo Maior Encontro de Gatos da América Latina acontece em São Paulo
“Priscilla” ganha sessão ao ar livre gratuita na Cinemateca Brasileira “Priscilla” ganha sessão ao ar livre gratuita na Cinemateca Brasileira
© AToupeira. All rights reserved. XHTML / CSS Valid.
Proudly designed by Theme Junkie.