Direto da Toca: Confira nossas primeiras impressões de “Mullet MadJack”

Os jogos de tiro em primeira pessoa (FPS) são um gênero que existe há mais de 30 anos e ajudou a moldar a estrutura dos jogos em 3d de videogames, tendo vários sub gêneros com maior destaque para aqueles que são online com múltiplos jogadores.

Entre esses subgêneros, há um que recupera os elementos estéticos e narrativos dos games dos anos 1990: o boomer shooters, combinado com mecânicas e inovações técnicas que vieram nas gerações seguintes, sendo essa a linha do “Mullet MadJack”, o qual jogamos as primeiras (e muito suadas) horas.

Lembrando um grande anime cyberpunk, o jogo nos lança em um futuro que beira ao apocalíptico, onde bilionários se tornaram imortais fundindo suas mentes a robôs assassinos, sentindo-se na liberdade de poder fazer qualquer coisa, enquanto o resto da população tenta sobreviver e tem no streaming de entretenimento a principal forma de diversão.

Nesse mundo, o jogador assume o papel de um caçador de robôs que ganha dinheiro fazendo streaming das suas proezas, o Louco Jack de Mullets (sim, o herói tem esse estilo de corte de cabelo tão comum da época). Contudo, assim como outros que trabalham na área, você está viciado em emoções fortes, logo, se não tiver um evento bombástico a cada segundo, você morre!

Isso tudo se reflete em uma jogabilidade frenética, na qual o protagonista tem um contador que mostra seus segundos de vida restantes e cada novo robô destruído dá segundos extras.

Sua missão inicial é salvar uma idol influencer super famosa, mas começa a ter fragmentos da história que passam a questionar até onde sua missão é real e até onde está lutando contra ou sistema, ou apenas ajudando a anestesiar as pessoas com suas transmissões ao longo da narrativa.

O jogo é dividido em nove fases principais com dez subfases cada (pelo menos nas primeiras fases essa é divisão). Cada nível apresenta uma mecânica de movimentação diferente que aumenta o desafio, como escapar de poças de ácido e fugir de lasers.

Acentuando o clima de ação alucinante, existem ainda itens temporários, como machados e facas, que permitem dar um final explosivo para os adversários que restauram por completo o seu tempo de vida.

Usando o sistema roguelike, cada fase é criada na hora e os upgrades de armas, vidas, poderes extras e etc são sorteados no final de cada fase para você escolher como vai melhorar cada vez mais seu personagem, perdendo quase tudo quando morre e é jogado novamente para o início daquele nível. Havendo ainda uma arena contra um chefe no subnível final de cada fase que revela parte da história e fornece bônus mais permanentes.

Nitidamente, há influência de filmes como “Adrenalina” (2006), onde o herói é um assassino que precisa de emoções fortes para retardar o veneno que mata seu corpo, e “Armas em Jogo” (2019), no qual um desenvolvedor de games se vê preso em uma rede ilegal de streaming que transmite caçadas humanas reais, tudo misturado em um clima de muito neon e animações japonesas noventistas como “Cowboy Bebop”. Mesmo o título aparenta ser uma homenagem ao FPS “Mad Dog”, de temática de faroeste, que eu jogava muito nos anos 1990.

A dificuldade pode ser bem alta para um novato nesse estilo de jogador; como não é meu estilo mais frequente, precisei colocar no “Modo acessível”, onde o tempo de vida inicial é o maior (15 segundos), para curtir o game, que ainda permaneceu muito desafiador.

Desaconselho o modo que substitui a contagem de tempo por um contador de vida comum, não apenas por tirar uma das bases da experiência, mas pelo dano dos adversários ser muito desproporcional, deixando ainda mais difícil que o modo normal. É possível enfrentar os níveis em sequência no modo histórias, ir individualmente neles e existe até um modo sobrevivência.

De negativo, ainda existem alguns bugs no jogo, fiquei preso duas vezes em paredes e duas vezes meu computador abriu aplicativos do nada que travaram o game. Mas, deu pra ver ao longo dos dias, modificações graduais feitas em detalhes que evidenciam a tentativa de corrigir esses problemas, o que espero que ocorra em breve.

Até o ponto em que cheguei, posso afirmar que “Mullet MadJack” é uma ótima experiência com boas inovações para quem gosta do gênero, sendo preferível para quem já tem certa experiência em FPS e deseja tipos diferentes de desafios.

por Luiz Cecanecchia – especial para A Toupeira

Filed in: De tudo um pouco

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