
“Tudo que um homem pode imaginar, outros homens poderão realizar.”
Em 2028, será celebrado o bicentenário de Júlio Verne, uma dos mais admiráveis escritores do século XIX. Considerado o “Pai da Ficção Científica”, o francês nascido em Nantes, escreveu seu nome na história da literatura, com a publicação de mais de cem títulos.
Pode-se dizer que o imaginário popular tornou-se mais rico a partir do momento em que a obras do autor foram ganhando notoriedade, tornando-as quase que obrigatórias àqueles que buscam histórias que mesclam, com precisão, discursos literários e científicos.
É essa incrível fusão de temas que pode ser conferida, até o próximo domingo, 21 de setembro, no MIS Experiece, em São Paulo, ao visitar a Exposição “Uma Viagem Imersiva Extraordinária – Júlio Verne 200”.
“Nem tudo que é impossível hoje, será impossível amanhã.”

Logo na entrada que lembra uma engrenagem no melhor movimento dentro da ficção científica conhecido steampunk – que tem Júlio Verne como um de seus percursores – a proposta já é colocar o público em contato com diversos elementos que proporcionem algum tipo de imersão.

Após passar por uma porta que remete à escotilha do Nautilus – icônico submarino do Capitão Nemo, visto em “Vinte Mil Léguas Submarinas” (1870) e “A Ilha Misteriosa” (1875), chegamos à primeira sala, onde as principais informações sobre o escritor dividem espaço com uma atividade interativa, que permite acesso a documentos e objetos virtualmente retratados em uma mesa digital.

“A engenhosidade humana é capaz de qualquer coisa.”
Segue-se, então, a sempre bem-vinda linha tecnológica – que faz desse tipo de exposição em verdadeiro acontecimento – os visitantes são convidados a fazer um passeio de balão por lugares importantes da trajetória de Júlio Verne.
Para isso, basta colocar os óculos especiais que dão a sensação de estarmos realmente nos movimentando pelos cenários (ainda que estejamos apenas sentados em cadeiras), em conjunto com os fones de ouvido que reproduzem delicados sons ambientes, com a possibilidade de vasculhar cada trecho em sua totalidade, já que as simulações são em 360°.


A visita continua pelo espaço que exibe objetos da época: uma luneta retrátil, uma bússola marítima, um sextante, um escafandro e um globo terrestre. Todos com aquele aspecto único que dá a sensação de estarmos, de fato, inseridos em outro tempo, quando tudo parecia mais bonito e naturalmente interessante. É nessa sala que também vemos edições em vários idiomas, de grandes obras do autor.

“Se o seu destino é estranho, também é sublime.”

A próxima sala emula um estúdio de desenho, no qual somos convidados a colorir elementos inesquecíveis vistos nos livros, como a cachorrinha Miss Nancy (de “Da Terra à Lua”), o elefante mecânico (de “A Casa a Vapor”) e o balão de ar quente (de “Cinco Semanas num Balão”).
Como é gratificante quando, ao terminar de colocar nossa imaginação na ativa e dar cores às ilustrações, podemos vê-las em movimento, em uma grande tela na parede. Por um breve instante, sentimo-nos como alguém que ajudou a dar forma a algo imortal.

É hora de imergir nos principais fatos da carreira do escritor. Para isso, o já tradicional salão (típico desse tipo de exposição) que conta com a reprodução de imagens não só nas paredes, mas também no chão. Assim como em todos os ambientes, toda a parte textual é oferecida em português e inglês.
“De agora em diante só viajarei em meus sonhos.”
Antes de voltar aos dias atuais, ainda cabe uma caminhada por alguns dos principais cenários mencionados na extensa obra de Júlio Verne. Mais uma vez, os visitantes usam óculos de realidade virtual, mas agora, não ficam mais sentados admirando as imagens ao redor: eles fazem parte delas.
São muitos instantes emblemáticos, entre os quais, a viagem de jangada pelo Rio Amazonas (de “A Jangada”), a visão encantadora de diversas espécies de dinossauros e a impressionante sensação de estar andando próximo à lava (de “Viagem ao Centro da Terra”).
“A viagem mais maravilhosa não é ao centro da Terra ou aos confins do universo, mas ao fundo de si mesmo.”
Mas, um dos momentos mais emocionantes é a chegada ao satélite natural da Terra (de “Da Terra à Lua” (1865) e “Viagem ao redor da Lua” (1869)). A ideia de estar pisando em território lunar, enquanto olhava embevecida para nosso lindo planeta azul é algo que jamais esquecerei.
O término da exposição está chegando e a exibição de reproduções criadas por Inteligência Artificial de importantes passagens dos romances que compõem a “Viagem Extraordinária” coloca o escritor na posição de um bem-sucedido e muito competente criador visual.


Como de praxe, a parada final se dá por dentro da Loja que oferece produtos temáticos como livros, bottons, canecas e até mesmo guarda-chuvas. Também é possível encontrar itens de eventos que ocorreram previamente no local.

Para mais informações e compra de ingressos, clique aqui.
Crédito das imagens: Clóvis Furlanetto. Crédito do vídeo: Angela Debellis.
por Angela Debellis


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