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Direto da Toca: Fomos ao Teatro Sérgio Cardoso, assistir a “O Grande Show de Mágica” de Maicon Clenk

“Eu me dirijo a todos vocês esta noite pelo que vocês realmente são: feiticeiros, sereias, viajantes, aventureiros e mágicos. Vocês são os verdadeiros sonhadores” (Brian Selznick)

Crédito: Gabriel Rega

Dentre todas as atrações circenses vistas em minha época de infância, os números de mágica sempre foram os meus favoritos. De corpos realizando movimentos impossíveis a levitações que desafiam a lei da gravidade. De pessoas que escapam de caixas fechadas a objetos que surgem ou desaparecem com a mesma velocidade.

Inúmeras são as possibilidades no que diz respeito a truques de ilusionismo. Contar a história dessa arte que há séculos encanta o público é a proposta de “O Grande Show de Mágica”, superprodução do ilusionista brasileiro Maicon Clenk, que segue em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, até o dia 21 de setembro.

“Todo mundo gostaria de se mudar para um lugar mágico. Mas são poucos os que têm coragem de tentar” (Rubem Alves)

Crédito: Gabriel Rega

A ideia é levar os espectadores em uma rica viagem por várias eras da mágica, o que é feito não apenas através dos números em si, mas de um tipo de peça teatral, onde vários personagens têm a função de contar como se deu a evolução dos truques.

Entre as figuras que surgem no palco, o autonomeado “Maior Mágico da América Latina”, Claudomir. Junto à sua carismática esposa, Claudicéia, e à versátil assistente, Claudete, seu ato foi o que me levou de volta às festas infantis da década de 1970 e 1980, quando os mais simples truques eram capazes de fazer brilhar os atentos olhos das crianças.

“Veja o mundo ao seu redor com olhos brilhantes, porque os maiores segredos estão escondidos nos lugares mais improváveis. E aqueles que não acreditam em magia nunca vão encontrá-la” (Roald Dahl)

Crédito: Gabriel Rega

O espetáculo oferece atrações para vários gostos, de números claramente elaborados a outros que abraçam o clássico (mas seguem como peças importantes no contexto geral). Como sempre, os figurinos ajudam a compor as cenas, dando à plateia a real sensação de estar imergindo em diferentes cenários e épocas.

Inclua-se ao pacote a participação de criaturas míticas e referências a grandes nomes do entretenimento, como George Meliès e Harry Houdini, e o resultado será algo que conquista desde que as cortinas sobem e ouvem-se os primeiros acordes da boa trilha sonora que permeia todos os 90 minutos de duração do show.

“A mágica existe, mas você tem que ser o mago. Você tem que fazer a mágica acontecer” (Sidney Sheldon)

Crédito: Gabriel Rega

Maicon Clenk é um verdadeiro showman, que assume o papel daquele que fará a mágica acontecer, e se sai muito bem na função de dançarino e apresentador. E, como todo bom ilusionista, consegue improvisar, se necessário, sem perder o domínio no palco.

Há de se destacar também o excelente trabalho de sua equipe de assistentes / bailarinos, que ajuda a abrilhantar os números e a fazer com que rapidamente deixemos de tentar descobrir os segredos do que acontece em frente a nós, apenas para embarcar na possibilidade de que tudo é tão extraordinário quanto parece.

“Seja qual for o seu sonho, comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia” (John Anster)

Crédito: Vitor Dias

“O Grande Show de Mágica” é a celebração dos 20 anos do “Teatro Ilusionista”, linguagem artística autoral de Maicon Clenk, cuja nítida paixão mostrada em cena faz com que entendamos a razão de seu sucesso tão longevo.

E, por mais que haja uma explicação (às vezes não tão óbvia) para cada truque, o mais admirável é perceber o quanto ainda torna-se fácil encontrar a verdadeira diversão, quando os questionamentos racionais são deixados de lado, para dar lugar à força de nossa imaginação.

por Angela Debellis

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