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Resenha: “Engravidei”

Crédito: Reprodução

Se você acha que gravidez é sinônimo de fralda, enjoo e lista de enxoval, está na hora de repensar esse roteiro. Ao escrever “Engravidei” (lançado pela Caravana Grupo Editorial), a autora Andrea Nunes, transforma a experiência da maternidade — e tudo o que a cerca — em uma divertida montanha-russa literária.

Com humor afiado, coragem e uma sinceridade que beira o desabafo (no melhor sentido), ela entrega um livro que mais parece um bate-papo com aquela amiga que não tem filtro, mas tem coração.

Andrea não escreve apenas com a caneta. Ela escreve com o peito aberto, com o olhar crítico e com a língua afiada — e isso é um elogio! Em vez de florear o que todo mundo já romantiza, a autora desmonta o conto de fadas, puxa a cadeira e nos convida a rir da realidade como ela é.

E sim, você vai rir, apesar de momentos de surpresa, de nervoso, de identificação, ou só porque é impossível não fazê-lo com a forma como ela narra os perrengues, as descobertas e os absurdos da vida de uma mulher grávida num mundo que ainda insiste em colocar rótulos onde deveria haver empatia.

Mas “Engravidei” não é só risada. A cada capítulo, Andrea revisita sua própria história dez anos depois de tê-la vivido — e nos entrega, ao final de cada trecho, reflexões sinceras, maduras, cheias de autoconhecimento. Isso eleva a obra para além do “diário da grávida”, e a transforma em um retrato honesto da mulher que foi, da mãe que se tornou e da consciência que amadureceu com o tempo.

Durante o lançamento do livro, tive o prazer de entrevistá-la — e posso dizer que, pessoalmente, Andrea é a mesma das páginas: irreverente, sagaz e com um timing cômico digno de stand-up. Só que, em vez de microfone, ela usa palavras. E que palavras! E ainda mostra que não para nas páginas. Pode ir para palco, telas…

“Engravidei” é leitura obrigatória não só para quem já passou (ou pensa em passar) pela gravidez, mas para todos que desejam entender as nuances da mulher real por trás do teste positivo. Uma obra que mistura crônica e confissão — e tudo isso com uma pitada generosa de riso e reflexão.

Em tempos onde precisamos rir para não surtar, esse livro chega como um alívio bem-vindo. Andrea Nunes engravida a literatura com uma voz própria, necessária e, acima de tudo, humana.

Boa leitura e…. gravidez!

por Carlos Alberto Quintino – especial para A Toupeira

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