Crítica: “A Origem”

A Origem pôster nacional críticaChega aos cinemas neste final de semana o intrigante “A Origem” (Inception), estrelado por Leonardo DiCaprio e dirigido por Christopher Nolan (“Batman – O Cavaleiro das Trevas”).

Tenho que admitir: o diretor (que também é o roteirista) conseguiu me surpreender. Fui cheio de dúvidas quanto ao mérito da produção, cheguei até a pensar que seria apenas mais um desses filmes de ação e violência, mas para minha surpresa, é uma das mais brilhantes e inteligentes tramas que vi nos últimos tempos.

O que mais chama a atenção é a originalidade. Imaginem que exista um especialista em roubar segredos coorporativos e que é o melhor do mundo em sua área de atuação, mas este ladrão atua de uma maneira diferente: ao invés de invadir prédios ou sistemas de computadores de grandes corporações, ele invade sonhos e de lá retira as informações que necessita do inconsciente das pessoas.

Para que funcione, ainda há a necessidade de se “criar” o mundo do sonho na mente da vítima, ou seja, as estruturas como locais, personagens e objetos são desenvolvidos como em um filme e inseridos no subconsciente através de uma máquina que liga as mentes do alvo e do ladrão. Absurdo? Impossível? Talvez, mas essa é a proposta.

Dom Cobb (DiCaprio) é exatamente este captor internacional de segredos, mas que devido a sua peculiar profissão é caçado pelo mundo e perdeu as condições de ter uma vida normal – coisa que poderá recuperar, caso aceite um trabalho oferecido pelo magnata Saito (Ken Watanabe) . Mas não será simples, pois desta vez não deverá roubar, mas deixar algo no subconsciente de sua vítima e lidar com a ameaça de um perigoso inimigo que parece prever suas ações.

As quase duas horas e meia de duração nem são sentidas, uma vez que as cenas de ação, a excelente história, o carisma dos personagens prendem a atenção de maneira que, quando me dei conta, já havia terminado. É uma montanha russa e um caleidoscópio de fantásticas emoções, como se estivéssemos realmente sonhando e a volta para a consciência fosse parte desse mundo de Morfeu.

É um filme que nos faz pensar e podemos nos transportar sem medo para esse universode imaginação que é o cinema, esquecer nossas preocupações e refletir se a realidade é um sonho ou se o sonho é a realidade.

Vá assistir com a certeza de que valerá a pena e ao sair terá a sensação de ter acordado de um sonho… Ou não?!

por Clóvis Furlanetto – especial para A Toupeira

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