Crítica: “Meu Amigãozão – O Filme”

Nas palavras do biólogo inglês Thomas Huxley, “O segredo da genialidade é carregar o espírito da infância na maturidade”. Talvez esse seja o segredo para o completo êxito de “Meu Amigãozão – O Filme” em sua tentativa de conquistar o público das mais variadas idades que forem conferir a animação nacional que estreia nos cinemas.

Roteirizada pela dupla original de criadores Claudia Koogan Breitman e André Lieban (este também assumindo o papel de diretor), a animação é a primeira incursão dos personagens nas telonas, após uma trajetória de sucesso que já dura 17 anos – o que, em se tratando da rapidez com que as coisas caem no esquecimento hoje em dia, significa muita coisa.

Assim como na série televisiva, a trama gira em torno do trio de amigos formado por Yuri, Lili e Matt, que, junto a Golias, Nessa e Bongo – seus respectivos amigos imaginários – viverão uma grande e inesperada aventura através de toda beleza e possibilidades de sua imaginação infantil.

Quando as crianças descobrem que seus pais as inscreveram para passar dez dias em uma Colônia de Férias, não recebem a notícia com entusiasmo, pois, sabem que precisarão lidar com os principais temores de cada um: Yuri, e a dificuldade em fazer novos amigos; Lili, e a a insegurança quanto ao amor dos pais; Matt, e a resistência em receber ordens da irmã mais velha.

A fim de fugir de tais provações, os amigos e seus amigãozões embarcam em uma jornada fantástica que os levará a uma misteriosa ilha, cujas exacerbadas (e, por isso mesmo, suspeitas) conveniências passam despercebidas aos olhos infantis que se deixam levar pelo encanto e promessas de cada espaço temático.

Sob o comando de Duvi Dudum, o local esconde segredos nem tão divertidos assim, que poderão colocar a relação do trio e seus amigos imaginários em risco. O personagem que assume o papel de “vilão” mostra ter muito mais camadas desde o princípio, o que o torna muito interessante – fato amplificado pelo sempre excelente trabalho de voz do dublador Guilherme Briggs.

Com a maior parte da narrativa passada na tal ilha, o que vemos em tela é um festival de cores e dos mais diversos objetos – inanimados em nosso mundo “real”, mas que ganham vida neste exótico local – além de outros amigãozões inéditos que têm muito a acrescentar à história. Tais elementos terão importância fundamental na jornada dos protagonistas.

Embora a produção seja voltada para o público com idades próximas ao trio principal, em “Meu Amigãozão – O Filme” há momentos que devem comover adultos, principalmente no que diz respeito à manutenção de amizades verdadeiras e respeito familiar.

Cabe ainda ressaltar a qualidade visual da animação que se torna um convidativo passaporte para o espectador embarcar na aventura. Assim como a trilha sonora composta por Christiann Oyes, que apresenta canções orquestradas pela Orquestra Filarmônica de Praga, cujas letras emocionam e as melodias conquistam com facilidade.

Vale muito a pena conferir nos cinemas.

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela O2 Play Filmes.

Filed in: Cinema

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