Crítica: “O Fantasma Vermelho”

Com uma forte influência das obras do diretor Quentin Tarantino, o diretor russo Andrey Bogatyrev nos entrega o filme “O Fantasma Vermelho” (Krasnyy prizrak aka The Red Ghost), que abusa de sua ambientação na Segunda Guerra Mundial para trazer uma ficção histórica intensa, divertida e com doses cavalares de violência gráfica contra soldados nazistas.

A trama se passa em dezembro de 1941, na cidade de Vyazma na União Soviética, nessa região existe a lenda entre os soldados nazistas que uma misteriosa figura conhecida como Fantasma Vermelho se esgueira pelas florestas soviéticas e açoita os soldados do eixo com tiros precisos que parecem ter sido disparados do além.

Essa misteriosa figura vai ser o ponto decisivo entre um combate desiguais entre um esquadrão da morte alemão e um pequeno grupo de soldados soviéticos que se veem encurralados em uma pequena cabana em meio ao rigoroso inverno russo.

O grande destaque do longa é a violência gráfica extremamente exagerada utilizada em pontos chaves na trama, tal qual o estilo do diretor norte-americano Quentin Tarantino. Esse artificio é usado com tamanho exagero que o tom acaba pendendo mais para o cômico do para o dramático – esse fato ainda é apoiado por momentos pontuais de comédia que a trama explora, principalmente ao expor os soldados nazistas a situações ridículas.

Apesar de a trama esbanjar humor e gráficos que chegam a ser cartunescos, o roteiro ainda assim é competente em construir empatia entre os personagens principais e o público, o que é essencial, principalmente, por deixar os espectadores preocupados com os protagonistas, em vista que os mesmos se encontram em clara desvantagem contra um inimigo cruel e impiedoso.

Aliás, outro ponto de destaque é justamente a construção dos vilões da narrativa, quando conseguimos ver nuances de personalidade em diferentes figuras que compõem o esquadrão da morte do exército nazista.

Em meio à diversidade de personagens apresentados, conseguimos notar alguns claramente cruéis (em especial os com a patente mais alta), enquanto se encontram no exército nazista apenas porque não tiveram outra escolha, sendo usados, inclusive, como peões sem importância pelos seus superiores.

Curiosamente, o personagem com menos profundidade é o que dá título ao filme. O Fantasma Vermelho não tem sua trama explorada e aprofundada, porém isso acaba ajudando a compor o mistério que o permeia, nos deixando perdidos e intrigados da mesma forma que os demais componentes do longa.

Com uma estética que lembra muito “Bastardos Inglórios”, “O Fantasma Vermelho” (que está disponível na plataforma de streaming Cinema Virtual) é um filme que diverte aqueles que curtem uma história ambientada na Segunda Guerra Mundial com um toque de fantasia e sarcasmo.

por Marcel Melinsky – especial para A Toupeira

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes.

Filed in: BD, DVD, Digital

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