Crítica: “Patrulha Canina: Super Filhotes”

Com sua primeira história pensada em formato específico para os cinemas (com cerca de 44 minutos – duração maior do que os episódios televisivos da Nickelodeon), os filhotes peludos mais famosos da telinha chegam às telonas com a promessa de encantar e entreter o público infantil que já os acompanha.

Dirigida por Charles E. Bastein, a animação “Patrulha Canina: Super Filhotes” (Paw Patrol: Mighty Pups) embarca na crescente – e pelo jeito, duradoura – onda de super-heróis que tem gerado cada vez mais produções do gênero e mostra os personagens adquirindo poderes após a inesperada queda de um meteoro na Terra.

De super velocidade à força extra, Chase, Marshall, Rocky, Skye, Rubble e Zuma tornam-se ainda mais eficientes no que diz respeito a garantir a segurança da Baía da Aventura, onde moram e vivem grandes momentos com o garoto Ryder. Quem também aparece em uma versão heroína é Everest, membro mais recente da Patrulha.

A trama toma forma quando os protagonistas caninos descobrem que não foram os únicos a ganhar poderes: Harold – sobrinho do Prefeito Humdinger, da Baixa da Névoa – também foi exposto à radiação do meteoro e acaba tomando decisões erradas sobre o que fazer com suas novas habilidades.

Após essa aventura, são exibidos episódios ainda inéditos na televisão de “Patrulha Canina: Resgate Extremo” que mostram, entre outras coisas, a equipe tendo que lidar com o sumiço do telescópio da Baía da Aventura em plena noite em que um cometa será visível e com o descobrimento de um “Monstro do Pântano” (que de monstruoso não tem nada!).

A experiência conta ainda com a participação das estrelas mirins Lorena Queiroz e Pedro Miranda que fazem uma “ponte” entre as histórias, assim como ao término da exibição propõem um Quiz aos espectadores mirins, composto por perguntas sobre elementos e situações mostrados em tela.

A duração total da experiência fica na casa dos 85 minutos, o que pode parecer cansativo para as crianças menores – em especial para as que estiverem indo ao cinema pela primeira vez. Mas o apelo dos personagens já conhecidos e as cores vivas em tela são bons argumentos para que a plateia se mantenha atenta a maior parte do tempo.

Para os adultos fãs dos quadrinhos, uma curiosidade que pode ser uma coincidência, mas também pode ser uma surpreendente homenagem: o poder do cãozinho Rocky é produzir ferramentas feitas de luz verde; já a habilidade de Harold para a construção de inusitados aparelhos, se dá através de uma luz amarela. Lembra alguma coisa?

Além dessa, há uma cena em um dos episódios posteriores, quando aparece uma espécie de galpão que os fãs da franquia cinematográfica de um certo arqueólogo reconhecerão de imediato. Particularmente, eu amei essas referências – sejam propositais ou não.

Vale conferir!

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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