Crítica: “Stranger Things”

Stranger Things pôsterEsse final de semana foi dedicado a assistir a uma série inesperada e incrível. “Stranger Things” é uma produção original da Netflix, que entrou na grade na última sexta-feira, 15 de julho, já com a primeira temporada completa disponível.

São apenas oito episódios – o que possibilita ao espectador a (muito provável) experiência de assistir a todos em sequência. Apesar de serem poucos em relação a outras séries de sucesso, que contam com mais de 20 episódios por temporada, eles se mostram suficientes para ganhar a atenção do público e garantir a expectativa/torcida por uma segunda temporada.

Na trama, um grupo de amigos se vê envolvido em uma série de mistérios a partir do desaparecimento de um dos garotos. Quando Wil Byers (Noah Schnapp) some sem deixar rastros, após uma longa partida de RPG na casa de um de seus colegas de classe, a cidade inteira vai se mobilizar para encontrá-lo, assim como explicação para acontecimentos, digamos, bizarros.

A ação se passa no ano de 1983, na cidade fictícia de Hawkins, em Indiana/EUA. A composição de cenários, figurinos, e principalmente, trilha sonora, é digna de aplausos. Eu vivi essa época e posso afirmar que tudo está absolutamente convincente e perfeito. Para quem acompanhou de pertinho, o sentimento será de saudade; para quem nem era nascido, é uma ótima oportunidade de ver como o mundo era diferente antes de todos os avanços tecnológicos da atualidade (e como foi possível sobreviver sem grandes traumas a isso).

Não havia Google, identificador de chamada, celular. A comunicação entre os garotos é feita através de walk-talkies enormes, cujo raio de alcance é bastante limitado. As pesquisas do delegado da cidade, através de microfilmes das páginas dos principais jornais, disponíveis na biblioteca da cidade. Acha difícil imaginar? Só vendo os episódios para acompanhar como as coisas conseguem fluir apesar de todas essas dificuldades (mas que na época nem pareciam tão ruins assim).

Stranger Things Logo

À frente do elenco, que se mostra competente em todas as escolhas – com óbvio destaque para o grupo de adolescentes, Winona Ryder dá vida à Joyce Byers, mãe do garoto desaparecido, que terá que lutar contra a desconfiança de todos quando afirma que consegue se comunicar com o filho, através de luzes de Natal.

Nomes como The Clash e Foreigner compõem a trilha sonora, que, assim como a abertura – simples e eficiente, consegue transportar para uma das décadas mais emblemáticas da história. Junte a isso inúmeras referências, que vão de citações de filmes a uma icônica plataforma de jogos e você terá uma das mais surpreendentes produções para tv dos últimos anos.

Corra já para assistir! E prepare-se para a ansiedade de esperar pela segunda temporada, que aparentemente já foi confirmada pela Netflix para 2017.

por Lara McCoy

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