Crítica: “Tempestade – Planeta em Fúria”

Quanto mais filmes catástrofe eu vejo, mais me convenço do quanto boa parte de suas histórias tem real possibilidade de acontecer – ainda mais quando o culpado pelos estragos é o ser humano.

Na trama de “Tempestade – Planeta em Fúria” (Geostorm), mais uma vez o planeta Terra é vítima da inconsequência de seus habitantes, e é claro que a natureza não vai deixar barato. O clima mundial está totalmente descontrolado, com grandes tragédias permeando os quatro cantos do globo.

São desertos acometidos por enchentes, cidades litorâneas transformadas em geleiras e a expressão “tão quente que daria para fritar um ovo na calçada” levada ao pé da letra, em uma cena impressionante. E tudo acontece em um piscar de olhos, ou seja, não há tempo nem mesmo para uma tentativa de fuga.

Esse desequilíbrio volta a ocorrer depois que uma gigantesca redes de satélites que envolve a Terra apresenta um inesperado defeito. O tal aparato de nome Dutch Boy é resultado dos esforços de cientistas de 17 países, que encontram uma maneira artificial de conter o temido (e cada vez mais presente) aquecimento global e manter o clima sob controle, a um passo de evitar a provável extinção da humanidade.

Para contornar a situação e impedir mais mortes que a tal Geo Tempestade (que dá nome ao filme em seu título original) viria a causar, o governo americano – que agora quer o comando do equipamento apenas para si – volta a recrutar Jake Lawson (Gerard Butler), um dos principais responsáveis pela criação da rede, que fora demitido três anos atrás por não concordar com certas medidas políticas.

Ao aceitar a missão de retornar ao espaço para chegar à estação de controle, o protagonista – ao lado de Ute Fassbinder (Alexandra Maria Lara) – a astronauta que lidera a equipe de técnicos – descobrirá que o problema pode ter sido causado propositalmente por alguém inconsequente o bastante para executar tal feito.

Dirigido pelo já experiente em filmes catástrofe, Dean Devlin – que também assina como um dos produtores -, o longa não reinventa a fórmula, mas também não compromete. Se não há um roteiro primoroso, o que se espera de uma produção do tipo está lá: cenas que mesclam momentos de tensão e ação, efeitos especiais que servem para mostrar nossa fragilidade diante da força dos elementos da natureza e um prazo que sempre parece pequeno demais para se resolver questões de tamanha magnitude.

Sem contar a aparição do presidente dos Estados Unidos, aqui chamado de Andrew Palma (papel de Andy Garcia), que sempre acaba ganhando uma importância quase heroica em algum momento chave nessa categoria de filme.

Além disso, quando tudo parecia esclarecido, há uma reviravolta (esperada, mas não óbvia) que faz com que o longa mantenha-se atrativo até os instantes finais. Preste atenção na sequência passada na Índia, que envolve um garoto e seu cãozinho – ao término da exibição para a Imprensa, esta foi uma das mais comentadas -, e também na frase que finaliza a participação do personagem Al Hernandez (Eugenio Derbez), que de forma simples e irônica expõe uma situação bem atual na tela.

Se você gosta do gênero, vale conferir.

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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