Direto da Toca – Exclusivo: Fomos ao show de Mafalda Minnozzi e conversamos com a cantora

Tiago Costa, Paul Ricci, Mafalda Minnozzi e Ná Ozzetti. Crédito: Carlos Quintino

Belíssimo! Romântico! Divertido! Apaixonante!

Estas quatro palavras resumem o show de Mafalda Minnozzi apresentado na última terça-feira, 19 de junho, no Bourbon Street Music Club, localizado na capital paulista. Nascida em Pávia, na Itália, Embaixatriz da música italiana no Brasil, a intérprete fez uma belíssima apresentação do show intitulado Cool Romantics, no qual celebra os 60 anos da Bossa Nova – gênero criado por João Gilberto – tendo ao palco o Guitarrista Paul Ricci, que faz solo em boa parte do espetáculo como se estivesse ao violão, e a acompanha nesta turnê mundial.

Além dele, também houve a contribuição do pianista Tiago Costa, que tem em seu currículo, apresentações com a cantora Maria Rita (filha da consagrada Elis Regina). Outra participação especial foi a de Ná Ozzetti, com quem Mafalda fez um dueto na clássica canção “Dio Come Ti Amo”.

No repertório pudemos nos deliciar ainda com canções muito conhecidas como “Desafinado”, e a especialíssima “Volare” – difundida de maneira ampla no Brasil pelo grupo Gipsy Kings – em outra releitura, tornando a noite mais aconchegante, principalmente para os casais apaixonados, presentes.

Mafalda tem uma presença de palco magnífica que envolve e encanta quem a ouve, principalmente em músicas em que acrescenta algo exclusivo. Sons vocais! Sons que lembram floresta. Algo indígena, ancestral, primitivo, como ela mesma se definiu em entrevista exclusiva após o show.

Carlos Quintino e Mafalda Minnozzi. Crédito: Clarice Barbosa

“Tais sons são resultados de estudos de polifonia, postura vocal, reverberação labial e didática, encontrando este estilo dentro de mim, com danças e mímica” – afirmou a cantora, cujos recursos a faz “brincar com a voz” e que a torna única, e exclusiva.

Ela tem um humor divertidíssimo no palco, mas quando uma pergunta exige uma resposta mais embasada, mostra que seu pilar é sério, conhecedor do que está fazendo. Um exemplo é quando respondeu sobre o que aproxima a Bossa Nova da música italiana, no que ela esbanjou conhecimento. Disse que Tom Jobim tem uma preparação clássica, algo que na Europa, foi disseminado partindo de Nápoles. Lá os povos árabe, africano e espanhol, quando desembarcavam, traziam músicos, compositores e virou a capital da cultura que, mais tarde, indo para Paris, houve um “mix” do clássico com o popular, aproximando o que o Tom pôde traduzir.

Ela concluiu a conversa contando que canta desde criança, que com o passar dos anos agregou vários estilos ao seu repertório, e que consome muita música brasileira, daí sua renovação constante.

Sua próxima apresentação, segundo sua agenda de shows, será em julho, nos dias 06 e 07, o primeiro em Frioli, em Veneza e em seguida, no Bonnaventura Milão, em Lombardia, ambos na Itália. Pena para os fãs brasileiros que adorariam revê-la por aqui.

Apenas a título de curiosidade: suas músicas também já estiveram presentes nas novelas globais “Esperança” e “Terra Nostra”, ambas com temáticas baseadas na cultura italiana.

por Carlos Quintino – especial para A Toupeira

Filed in: Direto da Toca

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