Direto da Toca: Um balanço do que foi a 12ª Brasil Game Show

Mais uma Brasil Game Show chega ao fim. A 12ª edição do evento consegue um feito que poucos podem dizer que alcançaram após tantos anos, ao manter a excelência de sua programação e, principalmente, o visível respeito para com o público e os profissionais de imprensa.

Principais destaques:

Estandes com atrações interativas e novidades diversas: os espaços reservados para os principais nomes da indústria eram, como já de praxe, os mais concorridos, com o público disposto a enfrentar filas para ter acesso aos lançamentos mais aguardados. E essa espera valia a pena, porque muita coisa boa foi apresentada, com a possibilidade de efetivamente participar de jogos ao vivo.

Meet & Greet: assim como em edições anteriores, as sessões de fotos e autógrafos que aconteceram em todos os dias, contaram com nomes de peso. Todos os convidados muito atenciosos e dando ao público a atenção que ele merece, sempre com um sorriso e até mesmo arriscando algumas palavras em português (no caso das atrações internacionais). Na foto, o incrível (e muito simpático!) programador de jogos Howard Warshaw, criador de Yars’s Ravenge, ET e Raiders of Lost Ark, títulos do icônico Atari 2600.

Área de Pinball e Arcade: Se em outros anos um dos grandes destaques foi a magnífica exposição de consoles de todas as épocas, em 2019 o espaço foi tomado por dezenas de máquinas de pinball que trouxeram a dose exata – e necessária – de nostalgia ao evento, fazendo os gamers veteranos suspirarem de saudades e passarem ótimos momentos. Também foi possível jogar em máquinas inesquecíveis como a Pac Man Air Hockey, Extreme Snow e Cruis’n Blast.

Área Indie: a oportunidade que a BGS dá para os novos pretendentes a desenvolvedores de jogos é algo a se aplaudir. Na área reservada a eles, é possível encontrar propostas muito válidas que vão do lúdico e simples (que já visam conquistar gamers desde pequeninos) a opções cujos gráficos chamam a atenção pela imensa qualidade e jogabilidade eficiente. E todos têm o mesmo espaço, as mesmas chances de interagir com o público, de mostrar seu trabalho – seja com os jogos já finalizados e prontos para a venda ou com protótipos cuja intenção é estar no mercado dentro de alguns meses.

Acessibilidade e democratização: apesar de ter muitas atrações para serem conferidas, o evento é montado de maneira a possibilitar o trânsito de cadeirantes ou portadores de mobilidade reduzida, sem problemas. E é absolutamente incrível perceber como o mundo dos games é democrático e acolhe de maneira igual de crianças de colo a pessoas com mais idade. De cosplayers que já podem ser considerados profissionais com seus figurinos detalhados e que buscam a maior semelhança possível com os originais em quem se baseiam, a quem veste a camiseta de seu personagem favorito e sente-se feliz e confortável com isso.

Visibilidade para causas sociais: havia um estande da Ong Amanimal que trouxe para o público a Exposição Pintando Gatos, constituída por obras doadas por artistas maravilhosos como Mauricio de Sousa e Laerte, cuja venda é revertida para auxiliar na manutenção dos cerca de 200 animais atendidos pela instituição. Ainda que não faça parte do assunto principal do evento, foi lindo perceber que esse espaço foi aberto para possibilitar que mais pessoas conheçam o trabalho da ONG e possam, de repente, ajudar de alguma maneira.

Assessoria de Imprensa, monitores e segurança: sabe quando tudo funciona? Na BGS é assim. Do momento em que é efetuado o credenciamento dos jornalistas, ao instante em que chegamos na porta do Expo Center Norte, tudo é feito de maneira a não deixar nenhuma brecha para falhas. O cuidado em evitar que os visitantes entrem com objetos que possam causar danos a alguém, a educação de todos os monitores – sejam do próprio evento ou dos estandes específicos, que se oferecem para registrar os melhores momentos (caso lhes seja pedida ajuda para uma foto), que se não sabem informar o que foi perguntado, vão atrás da resposta para que a pessoa tenha sanada sua dúvida. Equipe exemplar, cujo bom trabalho tem se mantido com o passar dos anos.

Em entrevista coletiva cedida à imprensa neste dia de encerramento da 12ª Brasil Game Show, o criador Marcelo Tavares afirmou que ainda há muito a se conquistar em matéria do que se pretende oferecer em edições futuras. Mais do que apenas privilegiar as transações varejistas (que este ano contou com 120 estandes de lojas diversas e tem sua importância óbvia), a ideia é trazer cada vez mais atrações de renome global, conseguir anúncios em primeira mão de lançamentos de jogos, plataformas e ações em geral das grandes empresas do mercado dos games, além de manter o que já funciona com o público que frequenta o evento.

Já estamos na espera da edição de 2020. Por enquanto, Game Over.

Crédito das fotos: Angela Debellis.

por Angela Debellis

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