You are here: Home // Cinema // Crítica: “C.I.C. – Central de Inteligência Cearense”

Crítica: “C.I.C. – Central de Inteligência Cearense”

Edmilson Filho é um gênio da comédia. Se o filme de cangaço era até então o único gênero cinematográfico genuinamente brasileiro, o ator e sua equipe  estão criando um novo: o cinema de ação cearense.

Seu estilo incomparável, único, assim como foi Chaplin, Oscarito, Grande Otelo, e muitos outros grandes atores comediantes do cinema nacional e mundial. Inevitavelmente estará na galeria com todos esses incríveis criadores e suas criaturas.

“CIC – Central de Inteligência Cearense” é um longa de ação que traz um humor próprio, criado para si e para o mundo. Com piadas não discriminatórias, a trama é cheia de trocadilhos, com a delícia maliciosa e não ofensiva da comédia do Ceará.

A missão secreta do agente Karkará (Edmilson Filho) nunca esteve tão difícil. Desmantelar uma organização criminosa, responsável por roubar a fórmula secreta do futuro, que de tão secreta ninguém sabe direito o que é, pertencente aos institutos de pesquisa dos governos da tríplice fronteira mais famosa da América do Sul. Seu objetivo é evitar que usem o artefato como arma comercial.

Mestre dos disfarces (só que não), o agente Wanderley, vulgo Karkará, usa todo o seu domínio mental, físico e das artes marciais, e todo o seu poder de sedução autoafirmativo, para derrotar Carola (Tóia Ferraz), sua inimiga mais terrível.

Espirituoso, tem-se um roteiro dinâmico e preenchido por situações que lembram um romance policial desconstruído, contudo muito mais criativo que qualquer narrativa que tenha sido pensada por algum roteirista estadunidense (que, no geral, pensam apenas na luta pela luta, na ação pela ação e na violência gratuita).

A direção de Hader Gomes e o roteiro de Márcio Wilson compõem uma obra sagaz, perspicaz e muito irônica. A síntese desse conjunto de acertos, podemos ver na cena da sósia da cantora Perla, num bar de fronteira. É simplesmente genial, e de extremo sinistro humorístico, figurando a mais complexa cena de luta e humor bem sacado.

Agilidade, criatividade, perseverança e muito jogo de cintura permeiam, dentro e fora de cena, essa equipe de artistas e técnicos de C.I.C. – Central de Inteligência Cearense”. São simplesmente, grandes!

por Carlos Marroco – especial para A Toupeira

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Paris Filmes.

comment closed

Copyright © - 2008 A Toupeira. Todos os direitos reservados.