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Crítica: “Bambi: Uma Aventura na Floresta”

Quando pensamos em obras com animais fofinhos, á provável que logo associemos tais figuras a títulos animados e / ou do gênero fantasia. Estas, em sua maioria, nos apresentam personagens antropomórficos, que mantêm características animais, mas também ostentam algo de humano em suas ações.

É o caso de “Bambi”, gracioso cervo imortalizado nas telas e no imaginário popular, pela animação clássica de 1942 – que, por sua vez, tem o roteiro baseado no livro “Bambi: A História de uma Vida na Floresta”, do escritor e crítico de teatro austríaco Félix Salten, lançado em 1923.

“Bambi: Uma Aventura na Floresta” (Bambi, l’histoire d’une vie dans les bois / Bambi: A Tale Of Life in the Woods) chega aos cinemas com a missão de encantar o público não através de desenhos e canções, mas de uma produção em live action, rodada inteiramente sem fazer uso de CGI, apenas com animais que, de tão adoráveis, nem parecem reais (mas são).

A trama segue o molde conhecido e mostra os quatro primeiros anos do protagonista, desde seu nascimento, até o momento em que está apto a tornar-se o futuro sucessor de seu pai, um corço poderoso e respeitado como um verdadeiro rei.

Essa trajetória é marcada pela descoberta de diversos sentimentos, incluindo a confiança que só as amizades sinceras são capazes de proporcionar, o medo de enfrentar o desconhecido, a dor da perda e a alegria do primeiro amor.

O roteiro de Michel Fessler (também à frente da direção) respeita a ideia de transformar a história em uma experiência o mais realista possível, o que faz da obra algo próximo a um documentário do mundo animal.

Inclusive, há a oportuna participação de uma narradora (Mylène Farmer, no original / Lhays Macedo, na versão nacional) que ajuda a amarrar cada detalhe, gerando um resultado coeso e que faz muito sentido, quando visto em sua totalidade.

Em 85 minutos, a produção francesa é um delicado convite a admirar as locações nas quais foi gravada, de uma maneira que não conseguiríamos fazer de verdade. O trabalho de fotografia de Daniel Meyer é primoroso e consegue ser, ao simultaneamente, amplo e intimista.

Graças a isso, o espectador é mais do que um simples observador. Tornamo-nos parte daquela floresta que beira a magia, próximos da beleza estonteante da Mãe Natureza. Destaque para uma sequência noturna envolvendo dezenas de vagalumes, que nos faz perceber quantas maravilhas perdemos ao viver em nossa apática selva de concreto.

Para coroar “Bambi: Uma Aventura na Floresta” ainda conta com uma delicada trilha sonora assinada por Laurent Perez del Mar, que transmite com eficácia os sentimentos vividos em cada cena. E, quando menos percebemos, nos pegamos sorrindo, chorando, temendo e celebrando com a mesma intensidade.

Um filme para se levar no coração.

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pela A2 Filmes.

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