Dizem que ser mãe é padecer no paraíso. Controvérsias à parte, é exatamente disso que trata “Mães, o Musical”, que estreia no Teatro das Artes em São Paulo, amanhã, 05 de setembro, com apresentações previstas até 02 de novembro deste ano.

Apostando na universalidade do tema, Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello se empenharam para trazer o espetáculo para o Brasil após assisti-lo durante uma viagem de lazer a Buenos Aires, embora o mesmo seja norte-americano.
Ao retratar de forma divertida as emoções vividas pela gestante Dani, grávida do primeiro filho, a história mostra as contradições da maternidade, em que se misturam expectativa e realidade, alegria e decepção, medo e confiança, calma e ansiedade e tantas outras incoerências vividas pelas mães.

Ao dividir suas agruras com Júlia, Márcia e Tina, as amigas compartilham suas experiências maternais, com muita música e dança, onde não faltam humor e ironia e nem afeto e sensibilidade.
O elenco, formado pelas atrizes Jéssica Ellen, Helga Nemeczyk, Maria Bia e Giovana Zotti, procurou trazer suas vivências pessoais sobre maternidade, seja no papel de mães ou filhas, para construir suas personagens dentro da trama.

Como o espetáculo é 80% cantado, há um cuidado todo especial com as versões e arranjos e com o preparo vocal de cada personagem, tarefa realizada pelo diretor musical Guilherme Terra.
A versão brasileira do texto, assinada por Anna Toledo, conta com adaptações que representam melhor nossa cultura, o que proporciona uma maior identificação do público com as situações narradas.

Os temas levantados pelo Musical trazem reflexões importantes sobre o papel de mãe que a mulher escolhe desempenhar e todo o turbilhão de conflitos que esse papel traz consigo. Segundo Cláudia Raia, através do espetáculo, ela tem curado as dores da maternidade.
Jarbas Homem de Melo resume bem a relevância de se falar sobre as mães, afinal, segundo ele, “quem não é mãe, é filho, e se emociona do mesmo jeito”.


Alguém tem dúvida que ser mãe é padecer no paraíso?
Crédito das imagens: Aline Miranda.
por Jociane Miranda – especial para A Toupeira


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