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Crítica: “Os Estranhos: Capítulo 2”

Com “Os Estranhos: Capítulo 2” (The Strangers: Chapter 2), dirigido por Renny Harlin, é preciso começar com uma mudança de perspectiva: deixar de lado tudo o que conhecemos sobre a franquia iniciada em 2008.

A nova trilogia segue um caminho narrativo e estético próprio e, para aproveitar a experiência deste segundo capítulo, o ideal é esquecer completamente as versões anteriores e embarcar de mente aberta nessa proposta.

De fato, este segundo filme representa um avanço em relação ao ‘Capítulo 1’, que mais parecia um prólogo estendido do que uma obra com identidade própria. Aqui, Harlin demonstra maior ambição ao tentar construir uma mitologia em torno dos vilões mascarados e entrega um longa mais intenso e dinâmico.

No entanto, a sensação é de que a história escrita por Alan R. Cohen Alan Freedland não encontrou o equilíbrio entre expandir o universo e manter o terror simples e direto que tornou o original tão eficaz.

O foco da narrativa recai sobre Maya (Madelaine Petsch), que passa praticamente todo o tempo sendo perseguida. A atriz está em ótima forma e consegue transmitir desespero e vulnerabilidade de maneira convincente, resultando em cenas genuinamente angustiantes. Ainda assim, a trama depende tanto dessa perseguição constante que, em alguns momentos, a experiência se torna repetitiva e previsível.

O longa também carrega o peso de ser o “meio” de uma trilogia. Isso significa que, alguns personagens parecem “protegidos” demais pelo roteiro — afinal, precisam retornar no capítulo final — e diversas questões são levantadas sem respostas imediatas. A decisão de abrir tantas subtramas pode ser um risco: dependendo de como forem resolvidas na parte derradeira, o desfecho da trilogia pode decepcionar… ou surpreender.

No fim, “Os Estranhos: Capítulo 2” é um passo adiante, mas ainda está longe de ser marcante. É uma obra que desperta curiosidade sobre o que está por vir, mas também levanta dúvidas quanto às escolhas criativas dessa nova fase.

Funciona como um suspense competente e tem seus momentos de tensão, mas ainda falta aquele impacto e originalidade que façam essa versão moderna da franquia realmente justificar sua existência.

por Gabriel Bonifácio – especial para A Toupeira

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Paris Filmes.

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