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Crítica: “Terror em Shelby Oaks”

Entre os muitos subgêneros do terror, o Found Footage continua tão popular quanto complicado de se fazer. Tendo uma régua bastante alta (entenda-se “A Bruxa de Blair”) mantida há mais de duas décadas, as produções sofrem com inevitáveis – e nem sempre justas – comparações.

Com grande popularidade no YouTube, onde tem um canal com milhões de seguidores, Chris Stuckman dá um novo passo em sua carreira e sai do papel de crítico digital para assumir o de roteirista / diretor em seu primeiro longa, “Terror em Shelby Oaks” (Shelby Oaks).

A trama no estilo falso documentário (mockumentary) co-escrita por Sam Liz começa em 2008, quando o quarteto de vloggers “Paranoicos Paranormais” formado por Riley Brennan (Sarah Durn), Peter Bailey (Anthony Baldasare), Laura Tucker (Caisey Cole) e David Reynolds (Eric Francis Melaragni) some após partir do Condado de Darke / Ohio, em direção à cidade de Shelby Oaks.

Doze anos depois, a história se foca nos esforços de Mia Walker (Camille Sullivan), que, mesmo sem nenhuma pista ou atualização do caso por parte das investigações policiais, nunca desistiu de encontrar sua irmã caçula, Riley.

Tudo muda com a introdução de um misterioso personagem – Wilson Milles (Charlie Talbet) – e de uma fita VHS contendo uma filmagem, até então, desconhecida. Isso coloca uma luz inédita sobre o caso que ganha inesperados contornos sobrenaturais, dando a entender que o destino dos jovens pode ter sido definido por algo muito maior do que um sequestro regular.

A partir de uma estrutura simples – possível a partir de uma bem-sucedida campanha de crowdfundig – a produção usa com sabedoria o modesto orçamento a ela destinado, e, entre erros e acertos, entrega um resultado que, se não está entre os melhores títulos do gênero, não chega a decepcionar por completo.

Há um grande mérito no trabalho de fotografia de Justin Martinez, em especial nas sequências que retratam o outrora celebrado parque de diversões da cidade, que se torna o último lugar em que os amigos desaparecidos estiveram com a intenção de fazer um vídeo inédito para seu canal no YouTube.

Também vale destacar os enquadramentos das cenas, que, quando exibem materiais de gravações em VHS mudam de formato, ficando centralizadas em tela – como se estivéssemos realmente assistindo-os pela TV, com suas imperfeições visuais e sonoras características.

Em resumo, quando envereda para o terror sobrenatural, “Terror em Shelby Oaks” se torna mais interessante, tanto em seu conteúdo, quanto em sua execução, mesmo que não haja nenhum grande momento de sustos exagerados.

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Diamond Films.

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