You are here: Home // Cinema // Crítica: “Wicked: Parte II”

Crítica: “Wicked: Parte II”

“Tente entender: Nós não conseguimos mais lutar. Mas precisamos.”

Como capítulo final do que, nos cinemas, transformou-se em uma duologia, “Wicked: Parte II” (Wicked: For Good) chega às telonas com o propósito de fechar arcos iniciados em seu antecessor, “Wicked”.

O que significa que a maior parte dos conflitos já está estabelecida e o público, assim como os personagens, acompanhará o desenrolar dos acontecimentos sem que grandes surpresas tenham a obrigação (ou a necessidade) de surgirem pelo caminho.

Nesse ponto da narrativa escrita por Winnie Holzman e Dana Fox, com base no material original de Gregory Maguire, Elphaba (Cynthia Erivo) está exilada no meio da floresta, enquanto busca respostas e caminhos que a ajudem com a questão dos maus tratos aos animais sencientes de Oz e com a urgência em acabar com a farsa imposta pelo Mágico (Jeff Goldblum) – por mais que a sensação seja a de que para os habitantes locais, a ideia ilusória de segurança e conforto baste.

Por outro lado, Glinda (Ariana Grande) faz de sua imensa popularidade, o degrau necessário para chegar ao ápice que sempre desejou. Com o interesse (disfarçado de ajuda altruísta) de Madame Morrible (Michelle Yeoh) e sob a alcunha de “Bruxa Boa do Norte”, ela passa a ser uma espécie de símbolo para um povo que teme ser vítima da suposta vilania da “Bruxa Má do Oeste”.

Enquanto desempenha o papel de figura inspiradora, nos bastidores Glinda segue acreditando na possibilidade de viabilizar a amizade entre Elphaba e o Mágico (que, apesar de tudo, ainda lhe parece tão poderoso quanto se faz acreditar).

Simultaneamente, outras tramas ganham peso: a dualidade nas ações de Príncipe Fyero (Jonathan Bailey) que, como Capitão da Guarda dos Ventos, deve perseguir Elphaba (a quem ama de verdade); a crescente vilania da agora governadora, Nessarose (Marissa Bode), que não se conforma por não ter sido escolhida por Boq (Ethan Slater); os preparativos para o suntuoso casamento de Glinda e Fyero.

Entre os eventos mais esperados está a participação de Dorothy (que não teve o nome ou o rosto da atriz que a interpreta revelados) e dos demais personagens icônicos de “O Mágico de Oz” – Homem de Lata, Leão Covarde (voz de Colman Domingo) e Espantalho -, que têm suas origens reimaginadas pela obra literária na qual essa conclusão se baseia. Ah, claro, o fofíssimo Totó também está presente.

Como era de se prever, além de ter um texto poderoso (e talvez bem mais complexo do que pode parecer), sob a direção de Jon M. Chu, visualmente “Wicked: Parte II” segue tão incrível quanto o título prévio, com cenários majestosos e figurinos que encantam pela forma que transmitem as mensagens que querem passar.

Tendo um pouco menos de impacto do que as faixas que compõem a parte inicial (como superar a força de “Popular” e “Defying Gravity”?), a trilha sonora é marcada por momentos excelentes, com destaque para a arrepiante “No Good Deed” e a emocionante “For Good”.

A novidade fica para duas novas composições feitas especialmente para o longa: “No Place like Home” e “The Girl in the Bubble”, dois solos brilhantes de Cynthia Erivo e Ariana Grande, cujas letras têm extrema relevância para as histórias de suas personagens.

Ao término da exibição, entre lágrimas e sorrisos, uma palavra usada por Glinda conseguiu resumir como me senti diante de “Wicked: Parte II”: “Deslumbrilhada”.

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Universal Pictures.

comment closed

Copyright © - 2008 A Toupeira. Todos os direitos reservados.