
Já imaginou preocupar amigas(os), colegas e familiares só porque “de repente” você acordou feliz? O estranhamento é porque isso é o contrário do que conhecem de você. É o que acompanhamos no espetáculo “Felicidade”.
Sabe aquela pessoa que ao ouvir que o céu está lindo diz “mas tem aquela nuvenzinha ali que pode trazer chuva”? É assim que Flávia (Martha Nowill) era no dia a dia. Porém, em certa manhã, acorda completamente o oposto.

O marido estranha, e chega até a comprometer o relacionamento, mas não é só isso. Também no trabalho a chefia estranha. Por ser colunista, Flávia muda sua pauta – que, na cabeça dela, é a melhor, apesar de nunca ter sido – e a relação profissional também fica comprometida.
Com a mãe, então, nem se fala. É difícil imaginar que a felicidade de uma pessoa pode deixar muita gente ao seu redor infeliz, só porque a enxergam dentro daquele perfil, naquele estereótipo.

A comédia musical nos faz refletir. Será que é preciso ser de um determinado jeito o tempo todo, só para agradar os demais, e deixar escondido o que somos, o que verdadeiramente gostaríamos de ser, mesmo que essa atitude pudesse comprometer tudo? É claro que, ser radicalmente inconsequente não é a melhor solução.
A vida de Flávia “vira de ponta cabeça”, repleta de situações hilárias. A inspiração vem da canção “Vai (Menina Amanhã de Manhã)”, de Tom Zé, e tem a participação ao vivo de Zeca Baleiro, que, além de atuar, ilustra trechos com seu violão – acompanhado pela percursionista Layla Silva (que em alguns momentos atua também) – e é o diretor musical do espetáculo.

Em cartaz na capital paulista, “Felicidade” tem ótimas reviravoltas. Vale assistir!
Crédito das imagens: Carlos Alberto Quintino.
por Carlos Alberto Quintino – especial para A Toupeira


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