
Embora seja óbvio que, independente do avanço da tecnologia, nada será capaz de superar a a vida real, também é verdade quando pensamos na gama de possibilidades criada pela realidade virtual.
Pessoas que sonham em conhecer determinados locais (existentes ou não), agora podem abraçar a ideia de fazê-lo de outra maneira, mais acessível e imediatamente viável. O que pode, até mesmo, servir como incentivo para que se faça uma viagem real no futuro.

Em cartaz no Shopping Cidade São Paulo, a Exposição Imersiva “Horizonte de Quéops: Viagem ao Antigo Egito” é um convite a conhecer a única das sete Maravilhas do Mundo que segue praticamente intacta.
Com a vantagem de que, durante os 45 minutos da “expedição”, os visitantes poderão fazer coisas que seriam impossíveis na vida real. Tudo graças é excelência na geração de imagens que dão a sensação de profundidade e altura e que nos convencem a seguir as orientações de abaixar a cabeça para entrar nos corredores de uma câmera funerária ou manter certa postura enquanto fazemos um passeio de barco pelo Rio Nilo.

A viagem é conduzida pela simpática arqueóloga Mona, que também servirá de fonte para conhecermos detalhes importantes da cultura, mitologia e geografia egípcia. E, mesmo que a personagem não interaja individualmente com as pessoas, essa é sensação, uma vez que o conteúdo pré-gravado é convincente para nos fazer acreditar que estamos em uma aventura ao vivo.
Como se isso já não fosse incrível o bastante, a mesma sala comporta três temas distintos simultaneamente, cujos temas diversos podem ser acessados na mesma sessão. Ou seja, quem caminha pelo espaço onde a imersão é realizada, pode estar assistindo ao funeral de Quéops, enquanto a pessoa ao lado embarca para 1874, a fim de visitar a primeira exposição impressionista, realizada em Paris, com a oportunidade de conhecer grandes mestres da arte como Monet e Renoir.

Ou, quem sabe, deseja retroceder ainda mais no tempo, a fim de acompanhar a formação da Terra há 4,5 bilhões de anos e todo ciclo evolutivo até os dias atuais, através do percurso feito na simulação de oito sítios arqueológicos ao redor do mundo.
O evento é totalmente acessível e o trânsito de cadeiras de rodas acontece sem problemas, uma vez que o espaço é amplo e não há nenhum desnível (degrau ou obstáculo) que possa comprometer o deslocamento.

A idade mínima para aproveitar o passeio de 8 anos é muito justificada, já que durante toda a visitação é necessário manter óculos de realidade virtual (pelo qual serão transmitidas as imagens) acoplado a fones de ouvido que garantirão a imersão sonora.
Experiências imersivas têm ganhado espaço entre o público que busca uma atividade diferente e que proporcione sensações que não seriam possíveis (ou que pelo menos seriam mais difíceis de se atingir) na vida real. “Horizonte de Quéops: Viagem ao Antigo Egito” é uma das incríveis alternativas de se conseguir isso.

Observação: aos que não conhecem esse tipo de entretenimento, vale dizer que não há nada a ser fotografado no local, a não ser os visitantes andando por uma sala vazia, preparada para proporcionar a imersão através de equipamentos próprios. De todo modo, isso implicaria em retirar os óculos ao fazer os registros e isso estragaria por completo a proposta.
Então, deixe o celular de lado (mantendo-o em segurança, é claro) e aproveite o tempo observando coisas muito maiores e interessantes do que as incansavelmente vistas nas telinhas.
Para mais informações, clique aqui.
Crédito das imagens: Divulgação.
por Angela Debellis


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