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Crítica: “Sobrenatural: Agora Entre Nós”

Estômago. Essa é a primeira palavra que vem à mente ao pensar em “Sobrenatural: Agora Entre Nós” (Insidious: Out of the Further).

O espectador tem que ser forte, porque, mais do que monstros, mortos-vivos, zumbis ou espíritos, o filme traz um festival de sequências, digamos, asquerosas.

Trata-se de um terror mais pelo incômodo do que pelo medo em si, com muitos elementos que nos causam náuseas. Por outro lado, os mortos-vivos provocam mais risos do que sustos propriamente ditos.

É verdade que a direção de Jacob Chase tem momentos importantes, mas, em alguns pontos, mostra-se confusa, sem deixar claro para onde quer ir. O roteiro, assinado por Chase em parceria com David Leslie Johnson-McGoldrick, segue a mesma linha quanto às ideias que deseja transmitir.

Na trama, Emma (Amelia Eve) convive com o passado na casa onde viveu de maneira tumultuada com sua mãe, desorientada e suicida. Agora, ela quer transformar a local em um lar para a filha, Maya, escondendo as lembranças maternas no porão.

No entanto, situações horríveis começam a acontecer, semelhantes aos fatos que ocorreram com sua mãe. Emma descobre que sua suposta loucura está brotando por causa de uma conexão com o mundo dos mortos, e que ela está sendo usada para trazê-los para a nossa dimensão.

A partir daí, começa uma luta contra o tempo para salvar a si mesma e a sua filha, em sequências eletrizantes que geram grande aflição e certo medo.

A aparição da personagem Elise Rainier (Lin Shaye) causa comoção no público, tornando-se a figura central para dar respostas e indicar soluções à trama. Já o ator Sam Spruell interpreta o chefe do mal, Cyrus, líder de uma seita e dos mortos. O assustador e perturbador antagonista talvez seja a personagem mais horripilante da história. Ali, sim, há terror: uma figura que ninguém gostaria de encontrar nem em pesadelos.

Há duas atrizes infanto-juvenis na produção, Charli Penton (Emma jovem) e Island Austin (Maya, filha de Emma), que roubam as cenas nas quais aparecem. Muito bem preparadas, demonstram segurança e maturidade em suas interpretações.

Destaque também para os inusitados figurantes mortos-vivos. Se a comicidade foi proposital, funcionou; mas se o objetivo era assustar, não deu muito certo.

 “Sobrenatural: Agora Entre Nós” é um bom filme do gênero, salpicado de momentos cômicos e de muitas cenas de dar nojo.

por Carlos Marroco – especial para A Toupeira

*Título assistido em Pré-Estreia promovida pela Sony Pictures.

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