“A Festa de Léo” leva os prêmios de Melhor atriz para Cíntia Rosa e Menção honrosa para o filme no XV FESTin

Diogo Dahl (produtor) e Maria Fernanda Miguel (produtora executiva). Crédito: Divulgação

Dirigido por Luciana Bezerra e Gustavo Melo, o longa-metragem “A Festa de Léo” levou os prêmios de Melhor Atriz para Cíntia Rosa e Menção Honrosa para o Filme, na premiação do XV FESTin – Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa, que aconteceu ontem, sábado dia 11 de maio, no Fórum de Lisboa, com a presença do produtor Diogo Dahl e da produtora executiva Maria Fernanda Miguel.

“Estes dois prêmios para A Festa de Léo no FESTin são a confirmação do talento desta produção única, o primeiro longa de ficção, tendo como um dos diretores uma moradora de favela, Luciana Bezerra, a chegar às salas de cinema.”, declara Dahl.

O filme chega ao circuito nacional dia 30 de maio após passar por diversos festivais de cinema no Brasil e no mundo. Primeiro longa produzido pelo núcleo de cinema do Nós do Morro, “A Festa de Léo” conta com um elenco formado pela comunidade vidigalense para contar a história de Rita, mãe dedicada que planeja uma festa de doze anos especial para seu filho Léo.

Produzido pela Coqueirão, “A Festa de Léo” é uma coprodução com a Globo Filmes, Nós do Morro e Riofilme e tem a distribuição assinada pela Bretz Filmes; com os produtores associados: Rosane Svartman, Jorge Furtado e a Favela dos Filmes.

No elenco estão nomes como: Cíntia Rosa, Jonathan Haagensen, Arthur Ferreira, Mary Sheyla, Neusa Borges, Babu Santana, Jonathan Azevedo, Luciano Vidigal, Márcio Vito, Roberta Rodrigues e Thiago Martins. O filme chega aos cinemas no dia 30 de maio no Rio, Niterói, São Paulo, Florianópolis, BH, Brasília, Vitória, Salvador, Recife, Fortaleza, Manaus, Goiânia e Belém.

Sucesso em festivais, o longa foi exibido ao público pela primeira vez ainda em 2023 durante a Première Brasil do Festival do Rio, o filme também marcou a 47ª Mostra de Cinema de São Paulo e diversos festivais nacionais além premiado no Festin (Lisboa, Portugal), o longa está confirmado nos festivais internacionais  Egypt International Film Festival (Cairo, Egito) e no Imo International Film Festival (Owerri, Nigéria) que acontece novembro.

“Lançar um filme no circuito. Ver o nome da sua obra em um letreiro de cinema é emoção que sonhei há muito e que vamos realizar depois de um projeto longo, com muitos companheiros comprometidos em fazer com que isso aconteça. A festa de Léo no cinema é vitória do coletivo. Agradeço a todos.”, declarou a diretora Luciana Bezerra.

Ressaltando a força feminina, o longa narra a história de Rita, que deseja dar para o filho uma festa de doze anos que significa muito para ela. Porém, com a chegada da data, descobre que todo o dinheiro que havia juntado para a festa foi roubado por Dudu, seu marido, para pagar uma dívida perigosa com os moradores locais.

A trama gira em torno da corrida contra o tempo da busca de Rita por formas de conseguir o dinheiro para salvar a vida do pai de seu filho e poder comemorar com ele o aniversário.

Diretor do longa-metragem, o cineasta Gustavo Melo celebrou a conquista do núcleo de cinema do Nós do Morro e a oportunidade de levar um retrato cinematográfico do morro do vidigal e de seus moradores para as telonas: “Fazer o filme “A festa de Léo” é celebrar o esforço de um núcleo de cinema iniciado ainda em meados da década de 1990, antes mesmo da retomada em grupo favelado que começou suas atividades uma década antes, em 1980, considerada a década perdida. Mas com essa conquista, chegar às telas de um cinema é provar que muitas vezes temos que acreditar que no Brasil é possível ser um contador de suas próprias histórias e tentar viver de maneira digna desse ofício, dessa profissão, fazer cinema, um longa-metragem de ficção, é ter no mínimo mais de 100 pessoas empregadas pensando junto àquele sonho”, afirma

“’A Festa de Léo’ também é um retrato do morro do Vidigal e seus moradores e tudo aquilo que eles construíram para que o morro seja tão desejado. As mulheres principalmente, as mulheres são o principal pilar e graça daquele lugar. O Nós do morro também conseguiu resistir estes trinta e oito anos de atividades Culturais e entrega ao público todo esse esforço coletivo através de seu primeiro longa-metragem”, completa.

da Redação A Toupeira

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