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Crítica: “Marsupilami: Confusão a Bordo”

“A vida é muito melhor com você.”

Criado em 1952 pelo quadrinista belga André Franquin, Marsupilami fez grande sucesso no Brasil, nas décadas de 1990 e 2000, graças a uma série televisiva que segue no imaginário de quem foi criança na época.

Agora, é a vez do simpático animal chegar às telonas através da aventura “Marsupilami: Confusão a Bordo” (Marsupilami), live-action que entrega um excelente trabalho usando, na maior parte do tempo, um lindo animatrônico para dar vida ao protagonista (óbvia exceção feita às sequências envolvendo mais ação física, quando se faz necessário o uso de um competente CGI).

Com teor bastante simples, a narrativa (escrita por Pierre Dudanm, Julien Arruti, Pierre Lacheau e Philippe Lacheau – este, também à frente da direção e principal nome entre o elenco humano) tem início quando o ambicioso empresário Jefrey Malone (Jean Reno) incumbe um de seus funcionários de uma tarefa aparentemente inofensiva: buscar um pacote na América do Sul, sob a rígida condição de não abri-lo sob hipótese alguma.

Tentando manter seu emprego, David Ticoule (Philippe Lacheau) aceita a missão de embarcar em um cruzeiro, junto a seu atrapalhado colega de trabalho, Stéphane Buisson (Julien Arruti). Mais do que uma ordem profissional a se cumprir, a viagem torna-se uma sincera tentativa de não decepcionar seu filho, Léo (Corentin Guillot), estando presente do dia do aniversário do garoto e, quem sabe, de reaproximar-se de sua ex-esposa, Tess (Élodie Fontan).

Seu destino é o fictício país de Palômbia, terra natal de exóticos animais amarelos com manchas pretas e rabos extremamente longos. A encomenda misteriosa é um raro ovo de marsupilami e, a partir dessa descoberta, começam as tais confusões prometidas pela história.

Como dá para imaginar, as atividades giram em torno de esconder o filhote, a fim de levá-lo a salvo até o zoológico para o qual foi vendido de maneira clandestina. Mas, tudo ganha contornos mais leves e atrativos, quando Léo passa a acreditar que o pequeno marsupial é uma surpresa de seu pai, a fim de celebrar mais um ano de sua vida.

Outros dois coadjuvantes ajudam no andamento da trama: o músico em fim de carreira, Rick Salsa (Tarek Boudali) e o nativo que tenta levar o recém-nascido de volta para sua família, onde ficará protegido de predadores naturais e/ou colecionadores humanos.

No geral, as piadas funcionam sem esforço, em especial, as que são direcionadas a todas as idades, envolvendo um humor despretensioso e acessível. Assim também são as ótimas referências a produções cinematográficas como “Titanic”, “E.T. – O Extraterrestre” e a série de mangá / anime, Dragon Ball”.

O único porém é o fato de algumas sequências pautadas em uma comicidade mais adulta (mas, que, felizmente, só devem ser entendidas em sua totalidade pelo público mais velho). Talvez isso seja o resultado de haver três integrantes da trupe cômica Bande à Fifi envolvidos na produção.

“Marsupilami: Confusão a Bordo” é aquele tipo de filme que não precisa se esforçar para cativar os espectadores. O que fica bem visível quando nos pegando sorrindo, desde a primeira aparição da formidável criaturinha amarela em cena.

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pela Paris Filmes.

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