Arquivo T: O Monstro da Inveja

Fora do viés religioso – quem nem caberia neste texto -, ainda é possível afirmar que Inveja não é algo louvável de sentir. Mas, como agir quando tal sentimento parece ter se tornado “comum” em dias atuais?

Mais do que nunca, a impressão é a de que muitas pessoas entendem que, para serem levadas a sério, é preciso mostrar superioridade em relação às demais (sendo que, na maioria das vezes, têm plena consciência de não serem capazes de tal intento).

O que, em muitos casos, significa tentar diminuir (de todas as formas) o trabalho e o esforço de qualquer um que não seja a si próprio, pelo simples motivo de pegar carona em uma ala que esconde a própria incompetência atrás de filtros em redes sociais e expressões genéricas – e que ainda assim, criticam CGI e clichês.

Isso tem ficado bem claro no mundinho dos “críticos” (ou de quem se considera assim, sem nem mesmo entender o real significado da palavra). Quanto mais atores/ atrizes / diretores / diretoras / roteiristas e afins parecem aproveitar o momento e se divertir com os resultados de suas produções, mais atraem a atenção (e sim, a inveja) de quem precisa destilar veneno sobre tudo e todos – afinal, não é esse o combustível para os likes e para a conquista de números impressionantes?

A boa notícia é que – felizmente – há muitos profissionais (com a resistência de uma rocha) não se importam com opiniões forjadas de maneira rasa e desnecessária e que seguem entendendo que, no final das contas, quem tem que ser levado em consideração é o público, são os fãs (das obras ou dos colaboradores nelas envolvidos).

São eles que continuam dando o impulso necessário à indústria do entretenimento que luta para não ser consumida por quem nitidamente se regozija com o fracasso alheio.

Para aqueles que já têm como hábito sair das sessões de cinema falando que “esperava mais”, fica a dica: O mundo também esperava mais de você, e no fim, tem que se contentar com o pouco – quase nada –que você tem a oferecer. A vida nem sempre é justa. Os números nem sempre são reais.

E no fundo (bem no fundo, por trás de todas as camadas criadas para impedir que seu eu real venha à tona e desagrade alguém), você sabe que isso é verdade.

por Ana David

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