
“Siga seu coração. A sinceridade sempre funciona.”
Remake do filme sul-coreano homônimo de 2000, “Ditto: Conexões do Amor” (Donggam / Ditto) tem uma premissa já vista em outras obras: a de duas pessoas que vivem em épocas diferentes, mas que, por alguma razão, conseguem se comunicar.
Na trama escrita por Eun-young Seo (também à frente da direção), os protagonistas são dois estudantes: Kim Yong (Yeo Jin-goo), que ainda questiona seu futuro no ramo de Engenharia; e Kim Moo-nee (Cho Yi-hyun), aluna do curso de Sociologia.
Quando começam a conversar através de um antigo aparelho de radioamador, os jovens constroem uma amizade que parece bastante natural. Existe uma cumplicidade, que muitas vezes, nem os que se rotulam “melhores amigos” alcançam.
Mas, um detalhe pode mudar tudo: a lacuna de 23 anos que existe entre eles. Enquanto na Primavera de 1999, Kim Yong reluta em entrar para a faculdade (uma vez que sonha em tornar-se um escritor de sucesso e não um engenheiro), Kim Moo-nee busca uma fonte de inspiração para um seminário que precisa apresentar em 2022.
O que parece impossível, ganha contornos reais quando a dupla se depara com conhecidos em comum, o que significa que agora podem alterar – até mesmo drasticamente – suas histórias / destino, caso alguma decisão diferente seja (ou não) tomada.
É claro que ainda há espaço para o romance e todos os seus desdobramentos: O estudante noventista se apaixona por Seo Han-sol (Kim Hye-yoon), recém-chegada ao colégio, onde também estuda o melhor amigo do jovem, Kin Eun-sung (Bae In-hyuk). A universitária dos dias atuais precisa de coragem para assumir o que sente por Young-ji (Na In-woo), colega que conhece há sete anos e que também parece interessado nela.
Dois relacionamentos que carecem de cuidado para florescer. Duas pessoas que precisam lidar com as consequências de suas descobertas e com os impactos que podem causar em todos ao seu redor. Quem disse que amar alguém é fácil?
“Ditto: Conexões do Amor” é um filme delicado e quase ingênuo. É agradável acompanhar a série de revelações dos protagonistas e perceber como tantas coisas mudaram de forma drástica com o passar de pouco mais de duas décadas – não só tecnológica, mas também, emocionalmente falando.
Assim como é muito bom notar que alguns valores importantes se mantêm intactos, quase como se fossem uma parte física dos indivíduos. Em um mundo com princípios cuja constante deterioração é vista com naturalidade, uma narrativa como essa faz bem ao coração.
por Angela Debellis
*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pela Sato Company.


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