
Começou a 28ª edição da Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O evento que vai até o dia 13 de setembro – sendo que alguns dias já estão com ingressos esgotados – acontece no Distrito Anhembi, localizado na capital paulista e é a maior versão de sua história.
O amplo espaço de 86 mil metros quadrados é palco para diversas atrações, incluindo sessões de autógrafos, palestras e ativações exclusivas. Além, é claro, de ser aonde os apaixonados por leitura terão a oportunidade de encontrar milhares de títulos, de clássicos a lançamentos recentes.

Através de uma incrível variedade, 269 expositores atendem a todos os tipos de preferências literárias. O que fica bem claro ao transitar pelos corredores, quando torna-se fácil encontrar visitantes de todas as idades.

Dos pequenos em idade pré-escolar, que se encantam por obras ilustradas, a jovens em busca de histórias com as quais possam se identificar. De profissionais que desejam adquirir livros técnicos que ajudem em seu desempenho profissional, a leitores veteranos que reconhecem o valor de textos clássicos que chegam aos estandes em versões comemorativas e encadernações de luxo.

Essa diversidade de ideias e anseios é o que faz da Bienal do Livro algo tão único e especial. A cada dois anos, o ritmo acelerado e a rotina implacável de São Paulo são temporariamente esquecidos, quando passamos a catraca da entrada.
Obviamente, conforme as horas avançam, fica mais complicado acompanhar todas as possibilidades, mas continua sendo gratificante a lembrança de que os ali presentes estão unidos por um propósito: lembrar o quão fundamental é a leitura em todas as fases de nossas vidas.

Confira as dicas abaixo para garantir uma experiência bacana e proveitosa:
– Tente se programar para chegar o mais cedo que conseguir. Independente de já ter alguma ativação específica em mente – o que significa passar parte de seu tempo em filas que tendem a ser extensas – há muito a se ver, descobrir e aproveitar.
– Mantenha seu estilo, mas também opte pelo conforto. Após parte do trajeto percorrida, é quase certo de que o cansaço baterá, então, vale dar uma chance a roupas e calçados que lhe sejam favoráveis e não atrapalhem sua visita.

– Mantenha-se hidratado. A previsão é de temperaturas mais baixas para os próximos dias, mas é importante ter a mão sua garrafinha. Além dos bebedouros tradicionais, há pontos de reabastecimento de águas dispostos nos corredores, o que ajuda a diminuir filas, além de incentivar o consumo frequente de líquidos.
– Faça uma pesquisa de preços. Caso já tenha uma ideia do que deseja adquirir e a menos que seja algo exclusivo – ou publicações mais antigas -, vale procurar em mais de um estande. Há itens com uma oscilação de preço bem razoável, chegando a cerca de cerca de 200% de diferença.

– Tenha o transporte público como alternativa. Ônibus gratuitos saem da Estação de metrô Portuguesa – Tietê e levam até a porta do Distrito Anhembi. O trajeto de volta também está garantido, mas é preciso ter paciência, uma vez que a demanda é alta e o trânsito de São Paulo é aquele velho conhecido.
A Toupeira aprova:
– A maioria dos estandes oferece parcelamento das compras, a partir de valores determinados. O que é bem interessante para quem vai comprar “só uma coisinha” e acaba saindo com dezenas de exemplares.

– Muitos vendedores estão promovendo descontos progressivos. Quer completar coleções, ou garantir os presentes de Natal? Prepare-se para garimpar enormes pilhas de livros que, geralmente comportam muitos gêneros distintos. Embora pareça cansativo, acaba valendo a pena, graças ao aumento dos descontos, conforme a quantidade de itens adquiridos.

– Maior facilidade de transitar pelos corredores. Com o acréscimo de espaço físico ocupado pela feira, desde a edição anterior, é possível (principalmente nas primeiras horas após a abertura), aproveitar com calma boa parte da programação. Assim como, mesmo com milhares de visitantes simultâneos, há chance de entrar na maioria dos estandes, sem dificuldade – exceção feita àqueles de editoras mais disputadas, cujos acessos continuam exigindo persistência.
– Cenários instagramáveis que podem ser usados todos pelo público em geral. Seja qual for o tema retratado nos ambientes criados pelas editoras, a fim de promover determinadas obras, não há uma limitação de idade para fazer os registros, sendo liberado usar a imaginação para divertir-se.

– Promoções desde o primeiro dia. Se antes era quase certa a necessidade de se esperar pelo dia de encerramento para, quem sabe, encontrar preços mais acessíveis, de uns anos pra cá, já dá para aproveitar valores atrativos desde a abertura. Destaque para os estandes que disponibilizam títulos excelentes, a partir de 10 reais, como a Ciranda Cultura (dona do maior estande da edição) e a Promo Livros. Além das ótimas promoções de boxes de trilogias a 50 reais disponíveis da On Line Editora.

– A Alameda dos Artistas. Pela primeira vez, quadrinistas têm lugar garantido para divulgar seus trabalhos. A disposição das mesas é adequada ao fluxo constante de pessoas e aumenta a vontade de conhecer nomes incríveis do mercado nacional e surpreendentes conteúdos autorais.
A Toupeira torce o focinho:
– Estandes que fazem apenas vendas à vista. Depois de um hiato de 16 anos, o tradicional Sebo do Messias está de volta à Bienal, trazendo centenas de obras – a maioria semi-novas – incluindo livros, DVD’s e LP’s. Infelizmente, nenhum tipo de parcelamento é aceito, não importa o valor expressivo da venda, o que me fez acompanhar pessoalmente, a desistência de mais de um visitante de adquirir produtos.
– Os preços da Praça de Alimentação. Óbvia opção àqueles que buscam por algo rápido e que não precisa ser trazido de casa, consumir produtos vendidos no local segue como um grande paradoxo, já que a economia que se faz na compra de livros pode ser desperdiçada ao se pagar valores até cinco vezes mais altos do que os praticados em estabelecimentos regulares.
– A falta de comprometimento com horários de ativações. Algumas editoras promovem ações específicas com entrega de brindes limitados. Mas, os horários divulgados nem sempre são cumpridos, com o encerramento das participações acontecendo antes do que deveria marcar o início da atividade.
– A pouca variedade de brindes. Se em anos anteriores era padrão sair da Bienal com sacolas cheias de “mimos”, essa edição parece bem mais contida. Dependendo do estande, até para ter direito a um botton simples é preciso gastar valores consideráveis (o que antes ocorria apenas com itens como ecobags temáticas). Marca-Páginas continuam em alta e, os mais básicos podem ser encontrados gratuitamente.
– Informações desencontradas. Ao questionar sobre onde conseguiria um mapa físico da feira, fui informada que havia apenas a versão digital disponível no aplicativo. Contudo, após um tempo, encontrei muitas pessoas com o mapa em mãos. Então, se você também prefere o modelo em papel (seja para guardar como lembrança ou porque sabe que o sinal de celular nem sempre é dos melhores no interior do evento), vale buscar nos balcões oficias.

Para conferir a programação completa e saber mais informações, acesse: https://www.bienaldolivrosp.com.br/.
Créditos das fotos: Angela Debellis / Clóvis Furlanetto.
por Angela Debellis


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