Crítica: “MaXXXine”

“MaXXXine” (MaXXXine) é um filme de terror que se afasta do formato clássico de obras de terror. Até possui elementos que o caracterizam como um título do gênero, principalmente nas matanças bizarras, mas é um diferente.

O roteiro de Ti West (que também é diretor do longa) entrega uma história muito boa, com uma anti-heroína politicamente incorreta, que batalha por seus sonhos, sem ter uma trajetória de vida muito bonita para contar. Ela não tem apego, mas tem uma ambição certeira: tornar-se uma estrela de Hollywood.

Poderia, inclusive, ser um bom filme de suspense, se retirarmos as mortes exageradas, pois a narrativa é mais presente, e até mais interessante, que os elementos de terror. A trama flui e nos causa curiosidade, nos envolve. Diante disso, o medo e o susto são quase dispensáveis.

Maxine Minx (Mia Goth) traz ares das femmes fatales do cinema noir, mas estampada nas cores vibrantes dos anos 1980. É uma personagem misteriosa, não sabemos o que ela está pensando, o que vai fazer. Sempre nos surpreende quando tentamos adivinhar.

Ela não é de muitos amigos, não sofre pelos outros, passa a impressão de indiferença, e pensa somente em si mesma e seus objetivos. Amigos podem atrapalhar, com exceção de Leon (Moses Sumney), a única pessoa em quem ela confia plenamente, e que a entende sem julgamentos.

John Labat (Kevin Bacon – numa versão interessantíssima) é o porta-voz capacho do vilão capaz de destruir os planos da atriz, o assassino caçador de estrelas. Mas Maxine, apesar de lembrar, em alguns momentos, as loiras de Hitchcock, está longe de ser a mocinha da história, mesmo sendo a protagonista.

Seu oponente, responsável por tentar atrapalhar seus planos de se tornar uma celebridade, possui um propósito curioso em raízes psíquicas, porém o contexto parece quase espremido em sua revelação final. Valeria a pena se o diretor-roteirista tivesse explorado um pouco mais o conteúdo que se mostra tão rico.

Fechando a trilogia que conta com “X- A Marca da Morte” e “Pearl”, “MaXXXine” poderia ir muito além, explorando o terror psicológico, mas é uma produção muito interessante. Não tem um pano de fundo inédito, mas Ti West o colocou em outro lugar bem fascinante.

por Carlos Marroco – especial para A Toupeira

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Universal Pictures.

Filed in: Cinema

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