Crítica: “O Homem Perfeito”

“O Homem Perfeito” é a nova comédia romântica dirigida por Marcus Baldini. Estrelada por Luana Piovani, Marco Luque, Sergio Guizé e Juliana Paiva. O filme segue a história de Diana Prado (Piovani), uma bem-sucedida ghost-writter de autobiografias de famosos, mas cujo comportamento controlador levou ao colapso do casamento com Rodrigo (Luque), um desleixado e infantil cartunista digital, que a trocou por uma bailarina mais nova (Paiva).

Para separar o novo casal, Diana tentar criar um homem perfeito usando as redes sociais, e contando com a ajuda do interlocutor de seu novo livro, o rockstar Carlos Henrique (Guizé). Porém, essa jornada fará os dois descobrirem mais de si do que imaginavam.

Esta não é uma comédia pastelão, como a maioria das produções nacionais do gênero. Sua comicidade vem mais de situações que se tornam engraçadas, do que de piadas, e situações forçadamente divertidas. Então não é um filme que fará o espectador rir todas as horas, mas ainda assim, é engraçado.

As atuações ajudam a manter o elemento “cômico”. Luana Piovani faz muito bem a mulher controladora, a qual o jeito do marido levou ao cansaço. Luque trouxe sua experiência com a comédia do CQC, e fez o papel do estereótipo do artista que sempre espera a explosão de seu trabalho – o que pode ser um tanto ofensivo para quem viva no meio. Guizé, por sua vez inspirado em astros do rock de outrora, faz muito bem o papel do rockstar devasso e adpto da farra, porém consegue expor o lado gentil que o personagem aparenta ter esquecido. E Paiva, mostrou-se bem como a jovem artista alternativa, mas que luta para conquistar seu lugar entre os grandes nomes – o oposto do personagem de Luque.

Outro fato interessante é como as redes sociais podem ser usadas para manipulação da percepção da realidade das pessoas: Diana consegue criar um verdadeiro personagem fictício, pelo qual Mel (Paiva) se apaixona. O longa apesar da comicidade e da leveza, pode ser um grande alerta para o fato de que o que está na Internet, não necessariamente reflete a realidade.

Nos aspectos técnicos a produção é mediana. A fotografia cumpre seu trabalho, não é a melhor, mas não é ruim. A trilha tem várias músicas não compostas para o filme, mas bem utilizadas – as originais não são as melhores, mas todas encaixam bem.

Por fim o roteiro, talvez não seja o mais interessante aos fãs das comédias mais pastelão nacionais, mas vai agradar a quem gosta de comédias românticas. Certos aspectos, poderiam ser melhor lapidados para mostrar mais da força das personagens, particularmente as femininas, sem tanto impacto no desfecho, porém não é nada que seja grave e que vá fazer virar os olhos.

por Ícaro Marques – especial para A Toupeira

Filed in: Cinema

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