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Crítica: “Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu”

Não é qualquer um que chega aos 85 anos com fôlego – e relevância – para estrelar um longa metragem nos cinemas. Essa é uma das grandes vantagens da animação, gênero que consegue imortalizar personagens e torná-los parte da cultura de não apenas uma, mas de várias gerações.

Dessa vez, duas das figuras mais carismáticas das telinhas encara o desafio de viver uma história repleta de ação e elementos que não fazem parte de seu cotidiano. Em “Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu” (Tom & Jerry: Forbidden Compass / Mâo Hé Lâoshâ: Xîng Pán Qí Yuán), a dupla – cujo relacionamento é a melhor e mais literal expressão de “Gato e Rato” – sai da de Nova York e vai para a China Antiga.

Na trama escrita por Gang Zhang (também à frente da direção), Tom trabalha como segurança no Metropolitan Museum, onde está havendo um chamativo evento: a Exposição da Bússola Mágica: Jornada pelo Misterioso Oriente. E Jerry fará de tudo para visitar o lugar, mesmo que, para isso, tenha que fugir daqueles que o persegue há décadas.

O artefato não é somente algo a se admirar: através dele, abre-se uma espécie de portal mágico, que conduz os protagonistas à Cidade Dourada, no Antigo Extremo Oriente. A incursão ao inusitado cenário será um convite aos espectadores, para que aprofundem seus conhecimentos sobre a cultura chinesa, tão rica em detalhes e simbologias.

Mas, para dar conta de uma narrativa bem maior (tanto na duração, quanto no texto em si) do que as escritas para a televisão, é preciso acrescentar outros componentes ao elenco. Dois tencionam colocar as mãos na bússola, cada qual por razões distintas.

Mestre Fênix busca recuperar a peça a fim de ser reintegrado ao panteão dos deuses e não mais correr o risco de se tornar mortal. Enquanto Ratalhão é o típico vilão cartunesco, cujo exagero de aparência e ações funciona bem nesse tipo de produção.

Já para ajudar os mocinhos que não têm a menor ideia do que fazer nessa terra desconhecida por eles, nem imaginam como conseguirão voltar para casa, a bela e inteligente Jade mostra-se uma ótima companhia e uma importante aliada.

Visualmente, a produção entrega um resultado que agrada e deixa nítida a consciência de até que ponto é capaz de avançar com seu orçamento. O que significa que existe um cuidado ao ilustrar tradições locais com o devido respeito, assim como mantém parte da simplicidade característica (e maravilhosa) das criações de William Hanna e Joseph Barbera.

Destaque para a sequência que se passa durante o Festival das Lanternas, para os flashbacks concebidos com traços distintos dos demais, e para o abraço na tradição – assim que o público reconhece os primeiros acordes do tema musical clássico da animação.

O único porém se dá pelo fato de, em partes da história, Tom e Jerry serem menos aproveitados do que deveriam, quase como se os seus papéis reais fossem os de coadjuvantes. De todo modo, é sempre bom revê-los nas telonas.

Sem a expectativa de ser mais do que realmente pode, “Tom & Jerry: Uma Aventura no Museu” entretém na medida e é uma boa opção para curtir nessas férias.

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Imagem Filmes.

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