Direto da Toca: Confira nossas primeiras impressões do jogo “Fabledom”

Jogos de estratégia para construção de cidades e reinos têm um canto especial na história dos jogos, afinal, você não está apenas explorando um mundo fantástico, mas criando um próprio, sempre crescendo e em contínua transformação, sendo que o gênero ganhou novos ares nos últimos anos com a popularidade do game “Animal Crossing”. Logo, “Fabledom” possui o desafio de se destacar em meio a múltiplos simuladores de construção de mundos fantásticos.

Você é um príncipe (ou princesa) que é enviado (a) para viajar o mundo em busca de um pedaço de terra, para construir seu reino e arranjar um consorte. Assim, temos estabelecidas as bases do binômio que rege o game: a administração de território e as relações sociais com as lideranças de outros reinos. Aqui estão nossas experiências com as primeiras horas do jogo.

A escolha inicial é a de qual reino começará a criar, o que já corresponde às possibilidades de tamanho de território e suas fronteiras. Contudo, você terá apenas um pequeno lote de terra da região que escolheu, ganhando chances de comprar  territórios adjacentes, à medida que cumpre diversas missões – que incluem crescimento populacional, construções de estruturas específicas, coletas de certos recursos, etc.

Seus cidadãos são os “fabulinhos”, afinal, a ideia diferencial do jogo é que você não viva uma experiência medieval realista, mas sim, lide com um reino de contos de fada que lembra levemente os filmes clássicos da Disney.

O clima bem humorado persiste, com piadas leves, um design que lembra uma história suave de fantasia, acontecimentos inusitados – como a oportunidade de ganhar feijões mágicos – e até mesmo de treinar seus heróis para lidar com situações inusitadas.

Isso tudo sem deixar de lado as questões de administração. Além das estruturas como madeireiras, pedreiras, estalagens, entre outras, precisarem de certas propriedades geológicas para serem colocadas, elas se afetam mutuamente.

Coloque um poço muito longe das casas e as pessoas terão falta de água, construa uma estalagem perto e aumentará o índice de felicidade do povo, acelerando seus trabalhos. Construa uma usina de carvão próxima demais da casa dos cidadãos e tenha esse índice de felicidade caindo pelo barulho e resíduos da produção.

Assim, analisar bem as proximidades, maximizar os efeitos de cada propriedade e minimizar seus problemas é fundamental. Lembrando sempre de equilibrar a quantidade de moradias com a de estruturas construídas, para evitar uma onda de desempregados ou indústrias vazias por falta de trabalhadores.

Tudo é feito em tempo real, cuja velocidade você regula, passando pelas diversas estações do ano que afetarão suas produções. Como exemplo, suas fazendas não produzem no inverno, então ter um celeiro de armazenagem pronto antes da data é fundamental para evitar que sua população morra de fome.

Outras modalidades do jogo como as relações internacionais e luta contra exércitos são destravadas quando você constrói as estruturas necessárias para treinamento de tropas e mensageiros, deixando aí de ser um “jogo de fazendinha” com cara fantasia medieval fofa, para ter recursos adicionais comuns aos jogos de civilização.

É algo para ser aproveitado em um ritmo mais lento, apreciando as experimentações no território e os personagens inusitados que vão aparecer. O jogo é disponibilizado com a dublagem em inglês, mas com todos os menus e legendas em português.

A obra definitivamente tem uma jogabilidade equilibrada e um charme próprio, valendo a pena para ser administrada pelos amantes do gênero. Além de ter uma fase inicial tutorial bem clara e uma linguagem acessível que pode funcionar como porta de entrada para quem deseja experimentar o mundo dos jogos de construção.

Crédito das imagens: Reprodução YouTube.

por Luiz Cecanecchia – especial para A Toupeira

Filed in: De tudo um pouco, Direto da Toca

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