
Aconteceu na noite de ontem, 15 de março, a 98ª Cerimônia do Oscar, no Dolby Theater, em Las Vegas.
O grande vencedor foi “Uma Batalha Após a Outra”, que levou seis estatuetas para casa, incluindo as de Melhor Filme e Melhor Direção.
Outros destaques foram “Pecadores”, com quatro vitórias (e Michael B. Jordan sagrando-se como melhor ator), seguido de perto por “Frankenstein”, que se garantiu em três categorias.
Indicada a quatro prêmios, a produção nacional estrelada por Wagner Moura, “O Agente Secreto”, acabou saindo sem nenhum êxito.
Confira abaixo a lista completa de vencedores:
Melhor Atriz Coadjuvante: Amy Madigan (A Hora do Mal)
Melhor Animação: Guerreiras do K-Pop
Melhor Curta de Animação: A Garota que chorava Pérolas
Melhor Figurino: Frankenstein
Melhor Cabelo e Maquiagem: Frankenstein
Melhor Elenco: Uma Batalha Após a Outra
Melhor Curta-Metragem: Os Cantores / Duas Pessoas trocando Saliva (EMPATE)
Melhor Ator Coadjuvante: Sean Penn (Uma Batalha Após a Outra)
Melhor Roteiro Adaptado: Uma Batalha Após a Outra
Melhor Roteiro Original: Pecadores
Melhor Direção de Arte: Frankenstein
Melhores Efeitos Visuais: Avatar: Fogo e Cinzas
Melhor Documentário: All the Empty Rooms
Melhor Documentário: Mr. Nobody against Putin
Melhor Trilha Sonora: Pecadores
Melhor Som: F1: O Filme
Melhor Montagem: Uma Batalha Após a Outra
Melhor Fotografia: Pecadores
Melhor Filme Internacional: Valor Sentimental
Melhor Canção Original: Golden (Guerreiras do K-Pop)
Melhor Direção: Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra)

Melhor Ator: Michael B. Jordan (Pecadores)

Melhor Atriz: Jessie Buckley (Hamnet – A Vida Antes de Hamlet)
Melhor Filme: Uma Batalha Após a Outra
Pontos Positivos da Cerimônia:

Conan O’Brien: o humorista fez uma apresentação interessante, como há anos não se via. Desde a abertura, na qual apareceu com maquiagem em alusão a personagem Tia Gladys (interpretada pela vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, Amy Madigan, em “A Hora do Mal”) e interagindo em sequências dos principais candidatos da noite, até a sagacidade das piadas no decorrer da cerimônia.
Também vale destacar a divertida cena final, que o coloca na mesma situação que o Coronel Lockjaw (papel do vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, Sean Penn), em uma das melhores sequências de “Uma Batalha Após a Outra”.
A crítica aos roteiros atuais e suas repetições de conteúdo: A declaração de alguns roteiristas que afirmam haver uma orientação para que informações sejam repetidas várias vezes em séries e filmes, a fim de atender à demanda de espectadores que não conseguem mais focar sua atenção em algo que não envolva o uso constante de celulares foi genial.
Conan O’Brien e Sterling K. Brown (em participação especial) levaram o fato para dentro de uma cena musical repleta de acidez e verdade – com direito á muitas repetições de texto, obviamente.
O bloco dedicado aos profissionais que faleceram no último ano: O quadro In Memorian sempre é uma das partes mais emocionantes das cerimônias do Oscar. Ganhando um espaço bem maior esse ano, a homenagem aos que partiram foi cerca de emoção e lembranças.
Com discursos feitos por Billy Cristal, Rachel McAdams e Barbra Streisand, a perda de nomes como Rob Reiner (diretor) e sua esposa Michele Singer (fotógrafa), das atrizes Diane Keaton e Catherine O’Hara, além do ator Robert Redford, foi relembrada e sentida pelos presentes no local.
Pontos negativos:
A retirada do microfone durante o discurso de um ganhador: O óbvio tempo limitado da premiação deve ser respeitado, mas o corte brusco de som que ocorreu quando a equipe de “Duas Pessoas trocando Saliva” (um dos vencedores da noite de Melhor Curta-Metragem) foi vergonhoso.
As ausências no bloco In Memorian: Um dos melhores momentos da noite, também teve problemas. Mesmo com um maior tempo de tela, a homenagem foi marcada pela ausência de outros grandes nomes que partiram. Entre eles, três rapidamente notados pela audiência: a atriz francesa Brigitte Bardot; e os norte-americanos, James Van Der Beek e Eric Dane.
Recordes: “Pecadores” chegou como o filme mais indicado da história do Oscar, sendo lembrado em 16 categorias. O que também o transformou em um dos maiores derrotados, já que, dentre tantas possibilidades, conquistou “apenas” quatro estatuetas.
Em passado recente, um caso semelhante aconteceu com “Emilia Pérez”, em 2025: o longa em língua não inglesa com o maior número de indicações (13, no total), venceu apenas duas categorias.
por Ana David – especial para A Toupeira


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