Crítica: “Inteligência Artificial: Ascensão das Máquinas”

Graças a seu título e sinopse, “Inteligência Artificial: Ascensão das Máquinas” (I. A. Rising) pode parecer inicialmente um filme de ficção científica pura e simples – o que não seria ruim de maneira alguma.

Mas, com o avanço da narrativa, é possível perceber que o longa sérvio dirigido por Lazar Bodroza tem a intenção de entregar um resultado que engloba, além desse primeiro gênero citado, também elementos de drama e romance.

A história se passa em 2148, quase que exclusivamente no interior de uma nave enviada para uma missão no sistema solar de Alpha Centauri.

Com uma tripulação diminuta composta por apenas um cosmonauta de nome Milutin (Sebastijan Cavazza), o trabalho tende a ficar menos pesaroso – e solitário – com a inclusão da ciborgue Nimani 1345 (Stoya).

O convívio da inusitada dupla fará com que sentimentos novos e antigos atinjam Milutin com a mesma velocidade e o façam cogitar uma alteração nas respostas pré-programadas de Nimani, embora isso signifique um claro comprometimento de sua proposta inicial acordada com a muito poderosa Ederlezi Corporation.

Algumas ações do protagonista também são bastante discutíveis e devem facilmente levar a boas reflexões sobre até que o ponto os seres humanos podem se utilizar de sua posição de “superiores” diante de fatos que os coloquem em vantagem sobre os outros.

Baseado em um conto dos anos de 1980, de Zoran Nešković, o roteiro de Dimitrije Vojnov é corajoso no sentido de almejar a adaptação cinematográfica de uma história tão repleta de camadas morais e emocionais, contada através de tão poucos elementos.

Visualmente falando, o filme parece ter claras intenções de se aproximar de outras produções que fazem uso de imagens contemplativas e voltadas para um lado mais artístico, o que o distancia de títulos de sci-fi que contam com mais ação. Outro recurso muito utilizado é a exibição de sequências em câmera lenta, o que aumenta a sensação de incômodo pela mobilidade em espaços extremamente restritos no interior da nave.

Também vale dizer que a iluminação prima pelo uso de verde e branco, na maioria das vezes de maneira que pode causar certo desconforto ao espectador mais sensível a luzes piscantes e com brilho exacerbado.

Ganhador de prêmios em diversos festivais, “Inteligência Artificial: Ascensão das Máquinas” é a estreia dessa semana no Cinema Virtual e já está disponível na plataforma de streaming.

por Angela Debellis

*Título assistido via streaming, a convite da Elite Filmes.

Filed in: BD, DVD, Digital

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