Crítica: “LEGO Batman – O Filme”

O que pode acontecer ao se juntar um dos personagens mais carismáticos das HQ’s de heróis a um dos brinquedos mais populares de todos os tempos? Uma animação de extrema competência e qualidade.

Assim é “LEGO Batman – O Filme” (The LEGO Batman Movie), spin-off de “Uma Aventura LEGO” que chega aos cinemas tendo o icônico Homem-Morcego como protagonista, sob a direção de Chris McKay.

Mantendo a essência mordaz, egocêntrica e divertida já vista antes, LEGO Batman (voz de Will Arnett no original e Duda Ribeiro na versão dublada) agora tem que enfrentar várias situações complicadas ao mesmo tempo: a aposentadoria de seu amigo Jim Gordon que resulta na nomeação de Barbara Gordon (Rosario Dawson / Guilene Conte) como nova comissária de polícia. A inesperada adoção de Dick Grayson (Michael Cera / Andreas Avancini), um garoto órfão cheio de energia e disposição.

Além disso, há o sempre aguardado confronto direto com Coringa (Zach Galifianakis / Marcio Simões), que mostra que dentro do peito do Príncipe Palhaço do Crime também bate um coração – em uma sequência memorável, quando ele questiona se Batman o considera seu arqui-inimigo -, e a difícil tarefa de assumir que sente solidão – ainda que afirme que trabalha bem sozinho.

Como costuma ser em histórias do Cavaleiro das Trevas, merecem destaque os nomes de sua incrível galeria de vilões. Ainda que rapidamente, há espaço para todos os conhecidos – Arlequina, Charada, Mulher-Gato, Pinguim, Hera Venenosa, Espantalho etc – e até mesmo para alguns em menos evidência e com improváveis aptidões como o Rei dos Condimentos e o Homem Bolinhas. Sem contar as aparições de malvados de outras franquias de sucesso!

Talvez a simplicidade do roteiro seja um de seus maiores trunfos. Com uma história fácil de ser entendida pelos mais novos e repleta de citações e referências que farão a alegria do público adulto, a animação é uma excelente pedida para todos. Atenção a uma cena com o sempre sarcástico mordomo Alfred Pennyworth (Ralph Fiennes / Julio Chaves), mostrada em partes em um dos trailers divulgados, mas que ainda consegue guardar divertidas surpresas quando exibida em sua íntegra.

Vale destacar que a proposta de fazer rir já pode ser conferida desde a primeira frase, quando a tela ainda está escura, continuando por todos os créditos iniciais de maneira inusitada. O mais legal é que esse ritmo não é perdido durante a narrativa e consegue divertir a plateia do começo ao fim (inclusive quando a última tela branca surge).

Imperdível!

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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