Crítica: “Minions”

Minion pôster críticaUm personagem começa como coadjuvante, rouba a cena e conquista o público de maneira simples e divertida. Tempos depois, ganha seu próprio filme, e parte dos que haviam se encantado com a temática inicial, passa a exigir roteiros mirabolantes, com textos shakespearianos.

Assim tem sido com boa parcela dos adoráveis coadjuvantes do gênero animação e assim foi com os pequenos ajudantes amarelos do vilão Gru, na franquia “Meu Malvado Favorito”.

“Minions” chega aos cinemas com a missão de contar como as simpáticas criaturinhas comedoras de bananas surgiram. A explicação dada antes (de que foram uma criação de Gru e seu mentor, Doutor Nefário) cai por terra quando descobrimos que os pequeninos já estão nesse mundo há milhões de anos, evoluindo de um organismo unicelular até chegar ao ponto que conhecemos.

Essa evolução através dos tempos é mostrada de maneira bastante divertida já na introdução. De um tiranossauro Rex, passando por um homem das cavernas, Napoleão Bonaparte e até mesmo o Conde Drácula, a diversificada busca por um “chefe para chamar de seu” é a mola propulsora da tribo dos minions.

O ano é 1968. Em plena era “Paz e Amor”, os amarelinhos Bob, Stuart e Kevin chegam à Nova York e descobrem que em Orlando haverá uma Convenção de Vilões – palco bem propício para encontrar seu novo mestre (preste atenção no público presente ao evento!). A jornada até lá inclui a carona com uma família de índole duvidosa e um teste para mostrar seu talento do mal. Nesse cenário conhecem a “malvada” da vez: Scarlet Overkill (voz de Sandra Bulock/Adriana Esteves), que inesperadamente se alia a eles para realizar o roubo de sua vida: a coroa da Rainha Elizabeth, na Inglaterra.

É com essa premissa bem enxuta e por vezes até simplista que o longa se desenvolve de maneira agradável e eficiente. O que poderia parecer um problema à primeira vista – a compreensão dos personagens que têm um dialeto próprio e incomum – é um de seus grandes acertos. Depois de um tempo, torna-se fácil entender o que cada um quer dizer, seja através de gestos, olhares ou até mesmo entonações (a palavra “banana” pode ser dita de várias maneiras diferentes!).

Nos minutos finais, quando a trama parecia resolvida, a animação encontra seus melhores momentos e garante uma surpresa que deve arrancar, além de risadas, vários suspiros nos fãs dos personagens.

Destaque para a trilha sonora que é uma verdadeira viagem aos clássicos da época, indo de The Doors a The Beatles (sim, há uma referência pra lá de fofa à icônica foto na faixa de pedestres da Abbey Road). De nacional, apenas a adaptação de Michel Teló do tema criado para o filme, que só toca nos créditos finais – por falar nisso, aguarde que há cenas durante e após os créditos.

Para quem curte a tecnologia 3D, a boa notícia é que, assim como em “Meu Malvado Favorito” (1 e 2), a qualidade desse recurso salta aos olhos – literalmente. Vale a pena apostar em exibições nesse formato.

Pegue sua pi-po-ca e corra para os ci-ne-mas!

A Toupeira Minion

por Angela Debellis

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