Dinheiro sujo, policiais corrompidos, corrupção, máfia, bandidagem, propina… Pode parecer familiar, mas estamos falando de “Velocidade Total” (Get Fast), novo trabalho de James Clayton – que, além de estrelar, também é um dos diretores, junto a Cooper Bibaud – que estreia no serviço de streaming Adrenalina Pura.
O protagonista é “O Ladrão” (James Clayton), que se dá mal em seu roubo, tem seu parceiro sequestrado (Philip Granger), e se envolve numa alucinante aventura criminosa para resgatar seu parceiro.
Pouco texto, muita ação e uma trama fácil é o que denuncia que o longa é para os amantes da ação sem enrolação, para os que querem ver, pura e simplesmente, a luta, o tiro, a velocidade no chão e no ar, a ação por ação.
Todas as personagens estão no perfil de outros títulos do gênero. Tem o mocinho “The Cowboy” (Lou Diamond Phillips), que não é muito mocinho, e está mais para o galã do mundo do crime; os vilões com rostos e vestimentas estereotipados.
Sly (Lee Majdoub), o capanga tatuado; Nushi (Fei Ren), a mafiosa oriental, elegante em seu traje preto; e o que faz ponte para o mocinho bandido brilhar, nesse caso, o engraçado / esquisito vendedor de doces Tom, (Suleiman Abutu).
O referido coadjuvante se era para ser engraçado, não foi exatamente, mas funcionou quando levado para a ternura e apegos simultâneos. O único com uma interpretação quase dramática, vale destacar, pois faz tudo aquilo ter sentido fora do ringue de luta, do faroeste contemporâneo, ou do compacto de “Velozes e Furiosos”.
Tom foi sequestrado, roubado, incriminado, e ainda, cria afeto pelo seu algoz bonzinho. Quase uma Síndrome de Estocolmo, se pesassem um pouquinho mais a mão. Uma história para induzir o público de maneira comovente e ligeiramente forçosa.
Não que “Velocidade Total” precisasse ter um grande sentido, além da proposta bem cumprida de ser um filme de ação, mas ainda assim, traz um ar de acalanto aos espectadores despercebidos.
Numa das cenas iniciais de tiroteio há o que parece ser uma duvidosa homenagem, consciente ou não, a “A Morte lhe cai bem”, produção icônica dos anos 1990, do diretor Robert Zemeckis.
A comédia com ares de fantasia, no auge da tecnologia e dos efeitos especiais da época, fez Meryl Streep furar Goldie Hawn ao meio, com direito a ver o horizonte através de seu abdômen.
“Velocidade Total” cumpre sua função como representante do gênero ação: entreter, animar e manter o espectador interessado.
por Carlos Marroco – especial para A Toupeira
*Título assistido em Cabine de Imprensa Virtual promovida pelo Adrenalina Pura.


comment closed