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Crítica: “Moana” (Live-Action)

“Quer ir para o oceano? É, eu também.”

Há alguns anos, as adaptações no formato de live-action se firmaram como um nicho bastante lucrativo, mas também repleto de desafios que não parecem solucionáveis.

Se o longa com elenco real segue fielmente o conteúdo da animação que lhe serve de base, há quem critique. Se, por outro lado, toma decisões inéditas e muda algo, é acusado de não respeitar o material original.

Com isso em mente e sob a direção de Thomas Kail, o live-action de “Moana” chega aos cinemas como a terceira aparição da personagem (vista em duas animações prévias: “Moana: Um Mar de Aventuras”, de 2016; e “Moana 2”, de 2024), assumindo a postura voltada à fidelidade ao que o público já conhece. E o resultado é ótimo.

Tudo segue a narrativa que levou a protagonista a atender ao chamado do oceano, colocou-a na estante de grandes nomes da Disney e fez dela uma aposta certeira no que diz respeito à venda dos mais diversos produtos licenciados.

Escrita por Jared Bush e Dana Ledoux Miller, a trama se passa na ilha de Moto Nui, na Polinésia, onde Moana Waialiki (Catherine Laga’aia / voz de Boa Vasconcellos na versão nacional) leva uma vida tranquila ao lado de seu pai / chefe da tribo, Tui (John Tui / voz de Gilberto Rocha Jr.); sua mãe, Sina (Frankie Adams / voz de Analu Pimenta); e sua avó, Tala (Rena Owen / voz de Nábia Villela) – esta permanecendo como uma das melhores e mais sábias figuras.

Proibida de deixar os limites da ilha e ultrapassar a barreira de corais, embora ouça o chamado do oceano – sentimento lindamente representado na canção “Saber quem sou” – a jovem enfrentará os medos nela incutidos desde criança, a fim de salvar o lugar em que mora.

Sua missão é encontrar o semideus Maui (Dwayne Johnson / voz de Saulo Vasconcelos) e convencê-lo a devolver o coração de Te Fiti, furtado há 1000 anos por ele. Essa é a única coisa que impedirá o avanço da maldição que se abate sobre as ilhas criadas pela Deusa-Mãe.

Mesmo com a concordância de Maui, a tarefa não será simples e a dupla deverá enfrentar obstáculos como a agilidade dos piratas pigmeus conhecidos como Kakamora; a ganância mortal de Tamatoa (voz de Jemaine Clement / Roberto Garcia), caranguejo gigante obcecado por tesouros, que vive no Reino dos Monstros; e a ira da criatura de lava e fogo, Te Kã (cuja real identidade é capaz de mudar os rumos da história).

Eu sou da turma que gosta quando versões são fiéis e acho que “Moana” cumpre esse papel com precisão. Foi ótimo ver passagens icônicas – como a sequência que é minha favorita, de Maui cantando “De Nada” – ganharem vida de maneira tão semelhante. Obviamente, a escalação de Dwayne Johnson, que também deu voz ao personagem na produção animada, contribui para tal êxito.

Sobre a maneira como elementos mágicos são mostrados em tela, a verdade é que, por mais que se critique o CGI, quando bem utilizado, este é um recurso que possibilita a recriação de coisas maravilhosas. Neste caso, a movimentação voluntária das águas do mar, a magnitude de Te Fiti; e a fofura do porquinho Pua e do galinho Hei Hei são exemplos de resultados incríveis.

O horizonte pede para Moana ir tão longe… Mas você pode ir só até a sala de cinema para conferir essa encantadora aventura.

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Walt Disney Studios Br.

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