Crítica: “Meu Malvado Favorito 4”

Já se vão longos quatorze anos desde que conhecemos Felonious Gru (voz de Steve Carell no original e Leandro Hassum, na versão brasileira), um improvável vilão com pretensões estratosféricas (afinal, roubar a Lua não é para qualquer um), que conta com o asseclas mais simpáticos do mundo.

Em sua quarta aparição nos cinemas (na própria franquia, sem contar as participações nos títulos que têm os Minions como principais), a verdade é que Gru já não é mais tão malvado, mas segue, com facilidade, entre os favoritos.

Sob a direção de Chris Renaud, os eventos de “Meu Malvado Favorito 4” (Despicable Me 4), mostram a nova rotina do protagonista e suas filhas adotivas Agnes (Madison Polan / Pamella Rodrigues), Margo (Miranda Cosgrave / Bruna Laynes) e Edith (Dana Gaier / Ana Elena Bittencourt), que veem a família aumentar após o casamento de Gru e Lucy (Kristen Wiig / Maria Clara Gueiros) – que acontece no segundo capítulo – e o nascimento de Gru Jr, genioso bebê que não parece ter nenhum apreço pelo pai.

Ainda trabalhando para a Liga Anti-Vilões (AVL), Gru passa a ser perseguido pelo antigo adversário Maxime Le Mal (Will Farrell / Jorge Lucas), que, após fugir da prisão – junto à sua excêntrica namorada, Valentina (Sofia Vergara / Angélica Borges) – almeja colocar em ação um plano, obviamente, maligno, com o intuito de prejudicar seu desafeto de infância.

Para manter aqueles a quem ama em segurança, Gru acata as ordens do diretor Silas Bundowsky (Steve Coogan / Mauro Ramos) e se muda com a família para um abrigo localizado no condomínio de luxo My Flower – uma excelente representação visual da futilidade que costuma acompanhar os que ostentam polpudas contas bancárias.

A partir desse ponto, os personagens adotarão outras identidades, gerando um questionamento muito pertinente da pequena Agnes e inesperadas situações envolvendo partidas de tênis, tinturas de cabelo e aulas de caratê (acredite, em algum momento, tudo faz sentido no roteiro de Mike White e Ken Daurio!).

Mas, e os Minions? Seria impossível levar toda a tropa amarela para a nova residência, sem levantar suspeitas dos vizinhos, então, apenas três acompanham os protagonistas (e são as melhores babás que Gru Jr. poderia ter). Os demais precisam de outro lugar temporário para ficar.

A sede secreta da AVL torna-se o esconderijo perfeito. Lá, ganharão treinamento para tornarem-se agentes, além de ser o cenário da criação dos Mega Minions, uma versão heroica dos amados ajudantes. E, como já é sabido, com grandes poderes, vem grandes confusões!

Le Mal pode até ser o vilão da vez, mas quem também mostra a habilidade em arquitetar esquemas é Poppy (Joey King), abastada adolescente com tendências para a vilania, que fará chantagem com Gru, a fim de ele ajudá-la a realizar um roubo – tema de cenas hilárias.

É gratificante perceber que, após quatro filmes da franquia principal e dois spin-offs dos Minions, a proposta se mantêm a mesma: divertir. Às vezes, ver criaturinhas amarelas falando um dialeto estranho (com o qual não só nos acostumamos, como passamos a entender, de alguma maneira), é o que precisamos.

Assim como nos identificar com personagens que têm falhas, mas que buscam evoluir. Que têm problemas, mas encaram, porque sabem ser o certo a se fazer. Sem grandes lições de moral (estas, tão necessárias, mas nem sempre imprescindíveis). Apenas porque, não importa a idade do espectador, é bom ir ao cinema para entreter-se, pura e simplesmente, com piadas que inclinam-se para a inocência e ótimas referências. Tudo ao som de uma trilha sonora perfeita.

E isso, “Meu Malvado Favorito 4” entrega com primor.

por Angela Debellis

*Título assistido em Cabine de Imprensa promovida pela Universal Pictures.

Filed in: Cinema

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