Crítica: “Godzilla II: Rei dos Monstros”

O chamado “Cinema Pipoca” tem sofrido bastante nos últimos tempos com as incongruências das exigências de parte dos espectadores que nunca parecem satisfeitos – quando há ação, querem roteiros sérios; se a história é mais complexa, reclamam da falta de cenas mais chamativas. Impossível agradar a todos.

Com isso em mente, a roda da indústria cinematográfica continua girando (felizmente) e levando às telas produções que não têm medo de mostrar a que vieram. É o caso de “Godzilla II: Rei dos Monstros” (Godzilla II: King of the Monsters), novo capítulo do chamado MonsterVerse, cujo roteiro, aparentemente simples, serve para ressaltar a pequenez da raça humana diante da supremacia das criaturas conhecidas como MUTOs – sim, porque não basta “apenas” Godzilla, é preciso ter vários monstros simultaneamente em cena.

À frente das narrativas humanas, somos apresentados a personagens que têm suas histórias sendo contadas após cinco anos dos eventos vistos em “Godzilla”: Depois da morte de seu filho caçula, o pesquisador Mark Russell (Kyle Chandler) não consegue manter seu casamento com Emma Russell (Vera Farmiga), cientista que trabalha de forma compulsiva na criação de um aparelho que transmita sinais sonoros capazes de controlar as criaturas de alguma maneira.

Como já seria de imaginar, tal artefato chama a atenção de pessoas com más intenções – nesse caso, o ecoterrorista  Jonah Alan (Charles Dance), que, de maneira bastante emocional (entenda-se pouco construtiva) tem a pretensão de liberar os, até aqui conhecidos dezessete, monstros que estão sob o controle da empresa Monarca.

É a partir daí que a ação entra em cena e torna a produção dirigida por Michael Dougherthy digna da expectativa criada ao redor dela, depois de todo material promocional divulgado. É claro que uma boa história importa, mas no caso de uma franquia desse porte e com esse significado, sequências cujos resultados visuais sejam de encher os olhos acabam ganhando mais espaço entre os desejos do público.

As criaturas são excepcionais, cada uma apresenta uma singularidade graças a seus corpos tão distintos. Seja por terem belíssimas asas, três cabeças dependentes de um mesmo corpo ou presas mortais, todas preenchem a tela de tal maneira que é possível acreditar que os embates titânicos seriam de fato viáveis. E isso, para um fã de filmes de ação e/ou para um conhecedor prévio da mitologia dos personagens, é o que de mais maravilhoso pode acontecer.

Quanto ao elenco humano, após grande sucesso na televisão, Millie Bobby Brown estreia nos cinemas no papel de Madison Russell e parece à vontade com tal responsabilidade. Mas o grande destaque fica para Ken Watanabe (que volta a interpretar o Dr. Ishiro Serizawa) – o ator protagoniza uma das melhores sequências do longa, tanto visual quanto emocionalmente.

O retorno de do Rei dos Monstros está programado para 2020, quando enfrentará outra criatura bastante conhecida do público, em “Godzilla vs Kong”. Por falar nisso, é possível encontrar citações a Kong e a seu local de moradia (a Ilha da Caveira), durante a narrativa.

Dica: Preste atenção às imagens que aparecem durante os créditos finais, há coisas bem interessantes. Assim como há uma cena pós – créditos, que mostra que ainda há muito para acontecer no futuro do MonsterVerse.

Vida Longa ao Rei!

por Angela Debellis

Filed in: Cinema

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