Crítica: “Godzilla”

Godzilla Pôster CríticaSeis décadas separam a primeira aparição de certo monstro gigante japonês de sua mais nova empreitada cinematográfica. Nesse tempo muita coisa mudou, a tecnologia evoluiu e, para satisfação dos fãs, “Godzilla” (Godzilla) surge como um merecido e bem executado retorno do aclamado personagem título.

Com nítidas referências ao original de 1954, a trama dirigida por Gareth Edwards tem início nas Filipinas, no final do século XX (em 1999), quando um suposto e mal explicado acidente muda o destino da família do americano Joe Brody (Bryan Cranston), funcionário da usina nuclear local.

Como sempre nesse tipo de trama, há quem acredite nas famosas “Teorias da Conspiração” e o que poderia ser definido como um vazamento de radiação com resultados catastróficos se torna o centro da vida – e das investigações por conta própria de Brody. 15 anos depois, seus questionamentos tornam-se mais do que mera especulação, com o ataque de monstros gigantes à cidade de Nova York (definitivamente um lugar bem interessante – e perigoso! – de se viver).

Para quem espera por um longa repleto de criaturas gigantescas invadindo a telona desde o primeiro segundo de exibição, um aviso: assim como em “Batman Begins”, que só mostra o herói propriamente dito após a metade do filme, esse recomeço de Godzilla também demora a nos brindar com a aguardada aparição, mas também quando o faz, não deixa dúvidas da qualidade impregnada em cada detalhe de sua concepção. Esqueça os famigerados “zíperes nas costas” e roupas de borracha – agora é hora de ver algo que nos faz sentir um calafrio ao imaginar que poderia ser possível, de alguma forma.

Alexandre Desplat apresenta uma trilha sonora eficiente, em dupla perfeita com os efeitos sonoros – entenda-se a “voz” de Godzilla, que faz quase tremer as cadeiras do cinema, cada vez que se manifesta nos alto-falantes.

Se o 3D se mostra desnecessário na maior parte do tempo, a necessidade de se assistir ao filme em uma sala de IMAX deve ser considerada, afinal, o retorno de “Gojira!” tem que ser celebrado de maneira tão grandiosa quanto ele próprio.

Vale conferir!

por Angela Debellis

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