Crítica: “Pompeia”

Pompeia CríticaA destruição de uma grande cidade, sem que nada nem ninguém possa impedir, é mais um dos fatos que nos mostra o quanto a natureza pode ser implacável e como a humanidade parece frágil diante desse poder que não se consegue controlar.

O longa “Pompeia” (Pompeii) chega aos cinemas com a missão de contar como a inesperada erupção do Monte Vesúvio, no ano 79, dizimou a cidade do título – o que com o eficiente uso do 3D ganha ares bem mais impressionantes.

Na trama, conhecemos Milo (Kit Harington, o Jon Snow da série “Game of Thrones”, encarando um desafio bem mais quente, por assim dizer), que ainda criança vê sua família e aldeia serem destruídas pela maldade do poder de Roma. Anos depois, o jovem torna-se escravo e nas batalhas travadas nas arenas, luta por sua vida sob o codinome “O Celta”.

É nesse cenário pouco promissor que conhece Flavia (Emily Browling), jovem de família rica, com pensamentos e atitudes atípicos para a época. Sai a conhecida donzela em perigo, para a entrada de uma garota que, apesar das amarras causadas por acordos políticos e pela posição de sua família, ainda consegue lutar pelo que acredita ser o melhor para si.

Seguem-se as sangrentas batalhas promovidas em arenas, nas quais um público sádico espera pela morte dos gladiadores sob uma onda de aplausos inflamados e gritos de apoio. Dadas as devidas proporções, parece que pouca coisa mudou, através dos tempos.

Apesar do gênero não oferecer nenhuma grande novidade, o diretor Paul W. S. Anderson consegue prender a atenção dos espectadores, justamente por utilizar como pano de fundo essa improvável história de amor para mostrar a enormidade da catástrofe que acometeu a cidade de Pompeia – algo como “Rose e Jack” dos primórdios da história.

As cenas que mostram as consequências da erupção vulcânica são em sua grande maioria, impressionantes. Com o 3D usado de maneira coerente, é possível ter a nítida sensação de um fragmento de lava passando pertinho da cadeira do cinema, assim como é fácil sentir-se dentro da ação em si – o que pode ser incômodo para os mais sensíveis, mas muito interessante para a grande maioria.

Vale conferir.

por Angela Debellis

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